sexta-feira, 28 de abril de 2017

Bloco e caneta? #jogodogalo

Um teste à criatividade pode ser tão simples como colocar uma folha branca e uma caneta à frente de alguém. Quando temos um bloco de notas em branco e uma série de canetas que não escrevem a situação complica-se, mas há sempre uma que ainda risca o suficiente para esboçar o jogo do galo e assim tentar contornar o objectivo do teste. É uma pena, mas guardar canetas, por muito tempo e sem a devida atenção acaba por deteriorar as peças, deixando algumas num estado que deixam de escrever para sempre: Mea Culpa! Um pouco à imagem do que acontece com os relógios, a manutenção é uma tarefa muito importante para salvaguardar a função primordial das canetas. Se estivermos perante brindes publicitários até aceitamos que esta questão não se coloque, mas se as peças forem de eleição, antigas e de conceituadas marcas é obrigatório dedicar algum tempo a estas acções de limpeza, pois há peças que merecem estar na plenitude das suas funções. Nem todos poderão ter uma Montblanc, uma Delta Pen ou uma Caran d'Ache, mas a tenacidade e possibilidades financeiras de alguns coleccionadores fazem com que os objectivos possam ir mais além do que as mais banais Parker: Responsabilidade acrescida! Perante o estado lastimável a que deixámos chegar as canetas de uma pequena colecção, assumimos, as Bic passarão a ser as nossas melhores aliadas. 


Não conseguimos recolher informações acerca do bloco de notas presente na fotografia, mas o tipo de letra utilizado conquistou-nos, de imediato: Favorito!


O empate no jogo do galo permanece e isto após umas dezenas de jogos. É o que dá estarmos perante jogadores atentos e experimentados, mas o desafio continua, pelo menos, enquanto a maltratada caneta, mas que ainda escrevinha, permitir... :)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Olivetti 82

A Olivetti 82 é daquelas máquinas de escrever para as quais se olha e se percebe, de imediato, a fiabilidade do produto. Esta é uma máquina que dificilmente avaria, pois, para além da credibilidade que o fabricante lhe atribui, foi toda pensada para a exigência da indústria. É um equipamento robusto, tanto que o utilizador tem de ter cuidado para não se magoar, numa das arestas do seu carreto, por exemplo. O seu design industrial, com o característico e estrondoso bater de teclas podem não ser do agrado de todos, mas é indesmentível que esta imponente máquina de escrever se transformou num ícone e, para tal, em muito terá contribuído Giovanni Pintori. Este génio das artes gráficas dedicou quase toda a sua carreira à Olivetti e o reflexo está na extensa obra deixada, com trabalhos publicitários transformados em referências e que merecem ser observados e estudados. O livro e o filme existentes, com o mesmo nome da máquina, Olivetti 82, acabam por ser um tributo ao equipamento e a toda a estética agregada, proveniente de um Benelux alternativo e, aparentemente, também influenciado por Orson Welles, com o seu filme Citizen Kane à cabeça. Quem aprecia o património industrial português, ao se abordar uma máquina de escrever e todo o valioso enredo à sua volta, não pode deixar de soltar um suspiro pela extinta Messa, de Sintra. Desta fábrica já nem as paredes restam - construiu-se um Centro de Saúde - por isso salvaguardem-se as memórias que proliferam pelas casas de antiguidades, em forma de máquinas de escrever, publicidades e outra memorabilia de relevo. 


À máquina de escrever relacionou-se um documento antigo, do Instituto Industrial de Lisboa e um cinzeiro icónico, da Sacor, de modo a remeter o ambiente para cenários industriais onde a máquina teria lugar. 


Em tempos, idealizámos este cenário e, lá está, a Messa marca presença de monta. O destino que a máquina de escrever teve foi um merecido lugar de destaque num projecto de vitrinismo. Que outras oportunidades tenha no futuro!






sexta-feira, 21 de abril de 2017

A Primorosa Colecção de um Primoroso Colecionador

Decorria o ano de 1997 quando o Centro Cultural de Belém recebeu a exposição Low Budget - Objectos do Quotidiano. Este trabalho, com a chancela de Miguel Vieira Baptista, teve como tema central o design de produto e de embalagem, apresentando peças que, pelo seu uso corrente, não viam reconhecida a sua devida importância. Este simples, mas eficaz jogo de sentidos teve o condão de despoletar o clique que faltava a Mauro Santos para começar aquela que se viria a transformar na A Primorosa Colecção.

Esta colecção consiste num apanhado de embalagens, publicidades e objectos de marcas transformadas em ícones, ao longo do século XX e que marcaram presença assídua nas casas portuguesas nesse período. O início da busca pelas "primorosas" peças era baseado em visitas a mercearias e drogarias, locais férteis em produtos do interesse da colecção, mas, com o galopante desaparecimento dos espaços mais antigos e tradicionais a tarefa de Mauro foi ficando mais desafiante. O engenho agudizou-se e os locais de procura diversificaram-se, mas sem nunca perder de vista as lojas emblemáticas já abordadas e também as feiras para que, juntamente com o produto, se pudesse aceder às singulares histórias acopladas às peças.

Será difícil ficar indiferente ao impacto visual da colecção, o que demonstra não só a eficácia da escola do design nacional, como também não deixa dúvidas quanto ao seu valor como património imaterial, pelo menos, nesta vertente vintage. A sensibilidade de quem acompanha A Primorosa Colecção tem originado uma quantidade assinalável de doações e a colecção começa a crescer ao ponto do seu autor equacionar abrir um espaço para a acondicionar devidamente. A intenção passa também por criar um espaço onde o público possa aceder à colecção, com os mais variados objectivos, naturalmente, mas tudo está ainda numa fase embrionária e de estudo.

Esperamos, com este artigo, contribuir para que o conhecimento da colecção chegue ao maior número de pessoas possível e assim abrir o leque de oportunidades para as intenções do Primoroso Colecionador. As nossas atenções estão viradas para as peças de memorabilia referentes à cidade do Porto, mas partilhamos do mesmo entusiasmo evidenciado por Mauro relativamente a algumas marcas mais generalistas. A Toddy, a Milo, a Ovomaltine, a Cisne, a Galp, a Ach Brito, a Nestlé e tantas outras referências também povoam o nosso imaginário e é com grande deleite que, de vez em quando, visitamos a página de Facebook da colecção. 









quarta-feira, 19 de abril de 2017

An occasional dream

Já muito foi escrito acerca do quanto o ano de 2016 foi nefasto para o mundo da música, David Bowie, Prince e George Michael são os nomes mais conhecidos da lista cor de púrpura. Como lendas que são, também já muito foi debitado sobre o lado mais íntimo das suas vidas, por isso recordaremos "apenas" o legado musical que nos deixaram. Com esta mensagem recuperamos também um hábito que se tem perdido nas redes sociais, a partilha de boa música e é pena que esta tenha sido posta de parte em detrimento de picardias futebolísticas e outras provocações, mas, como as modas costumam ser cíclicas, acreditamos que voltaremos a ver os murais repletos de música.

Algumas palavras extra para David Bowie, um indivíduo que deveria ser dotado de uma inteligência fora do normal, pois só assim se explicará a forma como "caiu de pé".

David Bowie: Life on Mars?

Prince: Cream

George Michael: Kissing a Fool


terça-feira, 18 de abril de 2017

O Vintage em Paranhos (Um passeio por Vale Formoso)

A cidade do Porto, ao longo dos últimos anos, tem vindo a ver crescer uma espécie de movimento vintage que se tem manifestado no aparecimento de lojas dedicadas ao tema, na realização de feiras, até na indumentária dos portuenses, nas decorações de montras, enfim, são várias as amostras desta faceta da invicta. A dinâmica freguesia de Paranhos tem sabido representar esta tendência do Porto e por toda a sua área é possível perceber que a moda do vintage está presente e já mexe com a economia local. Em forma de sugestão para um roteiro, deixamos a indicação de alguns dos espaços em Paranhos mais vibrantes para os amantes do estilo tão em voga e acerca do qual aqui se escreve. Na Rua Vale Formoso, ali pelo Campo Lindo, a loja Coisas do Tempo oferece um espólio digno de museu, as peças antigas à venda são de variadas proveniências e todas aparentam ser recuperadas com mestria. A oferta abrange todos os gostos, mesmo para os mais puristas que, por norma, apreciam as peças que mantenham vincadas marcas da passagem do tempo. Mesmo ali ao lado, a oficina do Atelier JR Portugal parece uma montra viva, pois trabalham a recuperação de mobiliário com a porta aberta para a rua. Naquele espaço, poderá também ver um extraordinário sofá do extinto Cineteatro do Vale Formoso, peça que está à espera daquele cliente especial para ser recuperada e assim ganhar uma nova vida. Um pouco mais acima, a Invicta Clássica alicia os apreciadores de automobilia, com peças raras, mas no trajecto ainda terá a oportunidade de se deparar com uma garagem onde estão estacionados vários carros antigos, alguns dos quais deixarão de queixo caído os mais aficionados. Repare também na decoração de algumas montras, por exemplo, a do Cabeleireiro Odete Lima, espaço onde pontificam apontamentos decorativos com peças antigas, sempre com renovação para cativar a vista de quem passa. Termine este périplo com uma pequena caminhada até à adega o Escondidinho, local emblemático na freguesia de Paranhos e que desde 1937 faz as delícias dos comensais. 


Uma empresa familiar, literalmente

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A Rainha do Império

O império dos chocolates em Portugal tem lugar em Vila do Conde e o seu nome não podia ser mais adequado: Imperial. Esta empresa distribui doçura desde 1932 e este seu lado é visível, junto do grande público, através dos produtos das suas várias marcas, mas, ao longo da sua história, a bravura e ambição nos negócios também são marcos inolvidáveis. Assim se explica a conquista para a sociedade ou grupo - que hoje em dia compõe institucionalmente a Imperial - da Rainha dos chocolates nacionais, A Regina, a marca mais popular e reconhecida pelos portugueses. 

Muito deste sucesso se deve à Máquina de Furos, um produto que se transformou em ícone da marca, pois, pelas suas características de marcar presença em eventos festivos populares, fomentou laços afectivos entre a Regina e o consumidor. A este propósito, saibam que se tiverem em casa uma Máquina de Furos original, a antiga, em madeira, poderão ter um verdadeiro tesouro em mãos. Os valores que estas peças vintage começam a atingir no mercado nacional de antiguidades e coleccionismo podem surpreender os mais desatentos. Caso não tenham essa sorte, podem sempre recriar o jogo através da reedição da máquina, possível de encontrar, muito facilmente, no comércio tradicional ou nas grandes superfícies. 

Em época de férias da Páscoa e de tempo primaveril fica a sugestão para uma visita à Azurara, a freguesia do concelho de Vila do Conde onde podem encontrar as instalações da Imperial. Será, com toda a certeza, interessante fazer uma incursão pela fábrica e assim tentar ficar a saber alguns dos segredos ali bem guardados, mas recomendamos que, para tal, façam um contacto telefónico prévio. Não podemos encerrar este pequeno texto sem evocar as belas praias da Azurara como de visita obrigatória, ali, podemos garantir, encontrarão o local perfeito para recarregar baterias e obter reservas de energia até ao Verão.




A primeira imagem refere-se a um anúncio dos Chocolates Imperial, algures nos anos 80, mais concretamente ao bombom Allegro. Ao que parece, a marca patrocinou uma equipa para competir em corridas de automóveis, com um potente BMW. Já as outras imagens são mais antigas, pois referem-se a anúncios dos anos sessenta, presentes num catálogo da Casa Pereira, no Porto. Um dos anúncios pertence aos Chocolates Regina e o outro ao emblemático café A Brasileira, haverá melhor conjugação para terminar uma refeição pascoal do que esta?! Um chocolate e um café, por favor...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Para coleccionar vazia ou cheia?!

Alguém sabe a origem e razão de ser do nome Super Bock para a conhecida cerveja da UNICER? Nós só sabemos que o nome foi registado em 1927, no "Ministerio do Comercio e Comunicações" de então e na respectiva "Repartição da Propriedade Industrial". Sabemos também que a Super Bock, afinal, não é Bock; é Pale Lager e que para muitos também não é super; é apenas mais uma cerveja demasiado industrializada. Deixar as interpretações quanto ao nome em aberto pode ser arriscado, em especial se tivermos em conta que, por exemplo, em alemão Bock quer dizer bode e que em turco significa... bom, é melhor pesquisarem vocês mesmos esta parte! Entretanto, parece moda, em Portugal, celebrar os 90 anos das marcas, é a Super Bock, é a Vaqueiro e nós ficamos a imaginar: se os 90 anos são assim festejados, com tanta pompa e circunstância, como serão as celebrações dos míticos 100 anos?! Realce para a edição especial da cerveja, pois a garrafa está muito bem recriada e tem feito as delícias dos coleccionadores, para além disso, a cerveja, propriamente dita, é deliciosa e diferencia-se "lagermente" da Super Bock mais comum. Isto deixa os coleccionadores com um grande dilema, a garrafa é para coleccionar vazia ou cheia?! Pela fotografia, perceberão, facilmente, a nossa posição quanto a este tema. A presença do copo da Cergal tem razão de ser, pois, no mercado actual, é um nome conotado com o mercado das cervejas baratas e de fraca qualidade, mas isto nem sempre foi assim e a Cergal não deixa de pertencer ao lote de cervejas que fazem parte da história cervejeira portuguesa.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Engenho

A génese da Avon, empresa americana pioneira nas vendas de produtos de beleza com o auxílio de revendedoras, está carregada de engenho. O seu fundador, David McConnell, era um astuto vendedor de livros, no sistema de vendas "porta a porta". As vendas não corriam mal, mas tudo passou a ser bem melhor quando, num acto espontâneo de sedução - acreditamos nós - McConnell passou a oferecer, como brinde, pequenos frascos de perfumes às suas clientes. As vendas de livros dispararam e o jovem empreendedor, ao invés do que acontecia até então, passou a ser chamado a casa das suas clientes. A semente da sua próxima actividade estava lançada e não demorou muito a brotar e a transformar-se num negócio de milhões. David McConnell teve ainda o condão de atribuir à mulher americana de então responsabilidades impensáveis na altura. Estávamos em 1886 e era norma as mulheres ficarem em casa enquanto os maridos iam trabalhar, mas, com a oportunidade criada, a mulher passou a ter um rendimento e a contribuir para o orçamento familiar. O sistema pegou de estaca, a Avon cresceu e viu reproduzida a sua estratégia de vendas por outras empresas: Yves Rocher, Oriflame, LR, são apenas alguns exemplos das muitas existentes. A estratégia é similar à mais genuína das abordagens, mas estas empresas souberam acompanhar os tempos e fazem um uso muito eficaz dos meios tecnológicos à disposição para vender os seus produtos de beleza. Hoje em dia, as revendedoras continuam a andar de catálogo físico na mão, também terão o seu cartão de visita para deixar às clientes (veja-se o que consta da fotografia, em forma de calendário, um sucesso nos anos 80) mas agora também têm de marcar presença nas redes sociais. Novos desafios, mas também novas oportunidades criadas para as revendedoras e demais profissionais que dão vida a este tipo de empresas. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Manual do Maçarico

É o manual do Maçarico, mas também poderia ser o do Azelha, do Morcão, do Amarra a Vaca, enfim, de tantas outras denominações encontradas para quem conduz pelas primeiras vezes ou para quem infringe as mais elementares regras de trânsito. Todos nós já utilizámos um termo mais "fofinho" para o condutor da frente, mas, podemos ter a certeza, também já fomos alvos das mesmas ternuras. Esta é apenas uma das muitas certezas existentes na área da instrução de condução. Outra?! É quase impossível circular nas áreas da Prelada ou Amial, no Porto e não se cruzar com um carro de instrução. Mais uma?! João Catatau é um nome difícil de esquecer para quem tirou a carta entre os anos 70 e 90 e o mais certo é que todos os que ficaram habilitados a conduzir naquelas décadas tiveram um manual elaborado por ele. Ao que parece, o senhor soube aproveitar a tendência nacional para tirar a carta e fez fortuna a vender manuais para as escolas de condução. Sabia muito, não há dúvidas e continua a saber, pois, perante o rumo que percepcionou para o sector, deu por terminadas as suas funções e rumou para uma localidade recatada no Brasil, de modo a poder gozar a sua reforma sem as filas de trânsito que ele próprio ajudou a criar. 



Diversos Manuais

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Mateus Rosé

O mais internacional dos vinhos portugueses merece bem o título de "Citizen of the World", dada a sua profusa presença nos mercados internacionais e reconhecida qualidade. O Mateus Rosé é um vinho leve, fresco e de cor rosada, portanto, atractivo e diferenciado, mas de nada valeriam estas qualidades se os responsáveis pela sua comercialização não fossem dotados de algum génio para o cargo. Queriam destaque nas prateleiras? Apresenta-se o vinho numa garrafa em forma de cantil! Queriam difundir o produto pelo mundo? Fácil, enviam-se para os cônsules e embaixadores portugueses duas garrafas do vinho: uma para provarem e a outra para oferecerem a alguém com um cargo importante no respectivo país onde estejam a exercer funções. Com esta e outras acções, o efeito viral resultou e o Mateus Rosé chegou a ser o vinho mais vendido do mundo, tendo honras de produto de culto junto até de algumas celebridades nacionais e internacionais. Este produto e marca da Sogrape está em constante adaptação ao mercado, de modo a conseguir manter-se no topo, por isso é natural que exista muito material publicitário relacionado com o Mateus Rosé. Da nossa colecção, partilhamos um porta chaves antigo, tão antigo quanto as primeiras garrafas conhecidas do vinho, como se percebe através do rótulo e um cartão de embarque da TAP, adornado por um anúncio que consideramos muito bem conseguido. 


sábado, 8 de abril de 2017

Mestres do Universo

Os puristas da língua portuguesa não costumam apreciar muito alguns desenlaces criativos dos publicitários, pois consideram que estes fazem uso abusivo da plasticidade das palavras. Nós somos avessos ao fundamentalismo, mas não podemos deixar de concordar, com os denominados puristas, quando estes também criticam alguma falta de atenção dos publicitários (ou de quem faz o trabalho que deveria ser deles) ao deixarem ir para a rua anúncios com imprecisões de diversa ordem. Casualmente, hoje encontrámos uma peça que nos chamou a atenção, não tanto pelo seu tema central, apesar de não lhe sermos indiferentes, mas pelas tais imprecisões presentes. Os erros, com a distância temporal da sua edição aos dias de hoje, até lhe conferem alguma graça extra, mas é gritante a falta de cuidado por parte de quem elaborou o calendário alusivo às Pastilhas Elásticas Masters do Universo, da marca portuguesa Dutlim, sob licença da Marvel. O nome do produto está metade em inglês; metade em português, o slogan "Dar um chicle é dar um sorriso" utiliza um termo espanholado, no texto explicativo, do interior do calendário, está escrito saiem ao invés de saem e estas são só aquelas imprecisões que conseguimos descortinar após uma observação na diagonal. O curioso é que a área das antiguidades e coleccionismo reconhece todas estas particularidades como um acrescentar de valor. Como diria o saudoso Fernando Pessa: "- E esta hein?!" 




sexta-feira, 7 de abril de 2017

PSP78

Atenção, não corram já para as lojas, o título nada tem que ver com algum novo modelo de consola portátil da Playstation. Este bem poderia ser um registo humorístico retirado da página de Facebook da Polícia de Segurança Pública, um espaço onde esta entidade tem demonstrado ser possível adoptar uma presença de autoridade total com um modelo ligeiro e o sucesso é tal que já lhe dá o direito a ser um caso de estudo. Esta será apenas uma adequação da entidade aos tempos modernos, pois as comunicações e medidas de interesse público bem conseguidas já vêm de longe. Atentem na fotografia, esta documenta um panfleto, distribuído no ano de 1978 e que visava alertar as populações para os eventuais furtos a residências, incrementando também a sua proximidade para com as entidades policiais. Uma aplicação para telemóvel, seguindo uma estrutura similar à deste "velhinho" panfleto, talvez fosse um produto interessante para auxiliar no combate ao incessante fenómeno dos assaltos a residências. Com a dinâmica e abertura a novas ideias demonstradas pela PSP não tardará muito a termos notícias de alguma inovação neste sentido. Boas férias da Páscoa e, pelo sim; pelo não, se vai para fora tome medidas proteccionistas. 



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Campismo e os seus aliados

O campismo tradicional tem vindo a ter cada vez mais concorrência e esta vem, naturalmente, da abertura constante de novos espaços destinados à hotelaria, nas suas diversas formas de existência e à consequente baixa de preços. Actualmente, o campismo tradicional tem uma frequência maioritária pelos verdadeiros amantes do conceito e, mesmo sem os sondar, assumimos o risco de afirmar que essas pessoas estarão encantadas da vida com este novo paradigma. O problema poderá estar no galopante encerramento de parques de campismo, como é o caso do fecho efectivo do Parque de Campismo da Prelada, no Porto e o hipotético fecho do Parque de Campismo da Figueira da Foz, afecto à câmara municipal local. A procura de um lugar acessível, monetariamente, para ficar durante as férias nem sempre teve um campo de acção tão abrangente, por isso, antigamente e em especial por parte dos mais jovens os parques de campismo eram espaços preferenciais e havia marcas que, pelos produtos e serviços que ofereciam, eram autênticos aliados dos campistas de ocasião. Fizemos um apanhado destes intervenientes nas férias económicas de outros tempos, na esperança de que a nostalgia tome conta de todos os quantos tiveram esta experiência nas suas vidas.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Influências

Basta o tempo aquecer, pronto, as nossas partilhas acabam por ter sempre, implicitamente ou explicitamente, temas relacionados com viagens. É uma força oculta que se apodera de nós! Hoje fomos ao fundo do baú encontrar umas revistas de propaganda política, O Mundo Português, que consideramos umas preciosidades e estão em bom estado. Claro que a organização política a que esta revista pertencia gera controvérsia, mas nós socorremo-nos da bolha proteccionista criada pela Arte e Literatura para passar ao lado do tema. A nós interessa-nos realçar que os números são de 1937 (de 34 seria o ideal, pois foi o ano da Exposição Colonial no Porto, no Palácio de Cristal, mas, pronto, pode ser que as encontremos um dia) e contêm alguns anúncios publicitários que desvendam os registos criativos da época. Melhor do que escrever sobre a publicidade daquela altura é partilhar imagens alusivas à mesma, por isso atentem nas seguintes fotografias, nós ficamos na esperança de que sintam o mesmo entusiasmo do que nós. 







domingo, 2 de abril de 2017

O colecionador de cartas

Parece que está a ganhar forma no nosso blogue uma espécie de rubrica semanal dedicada a colecções de relevo. Hoje dedicamos algumas linhas às colecções de Emilio Fernandez, um espanhol, de Getafe, que se dedica a reunir cartas enviadas de todos os pontos do globo, sendo que o seu objectivo principal é ter um exemplar de cada país. Emilio tem outras colecções, mas nós destacamos a das cartas, primeiramente, pela originalidade e também por ficar implícita uma tentativa de remar contra a maré. Incentivar a troca de cartas manuscritas e enviadas por correio tradicional é também contrariar um mundo que se habituou a dedilhar mensagens e à facilidade dos envios por um simples clique. Caso pretendam contribuir para esta "missão" basta seguirem esta hiperligação: Letters in my mailbox ou Cartas en mi buzon. Ao que parece, o Emilio precisa de cartas enviadas de alguns locais específicos, por exemplo a Somália ou o Chipre Norte, por isso passem pelo blogue e vejam se as necessidades dele irão ao encontro de um dos vossos próximos destinos de viagem.


Portugal

Antigamente os viajantes guiavam-se por mapas e panfletos em papel para se orientarem nos destinos das suas deslocações. Felizmente, alguns desses viajantes gostavam de guardar toda a papelada acumulada nos períodos passados fora e é graças a esses autênticos preservadores de património que hoje podemos deliciar-nos a ver estas imagens. Estes são alguns dos panfletos e mapas antigos que temos vindo a conseguir reunir, referentes ao turismo de antigamente em Portugal e que por si só contrariam aquela ideia impingida de não nos sabermos promover. 



Diversos panfletos alusivos ao turismo nacional

sábado, 1 de abril de 2017

Dama Antiga

Será que o algoritmo das redes sociais deixará passar esta escultura das partes proeminentes de um corpo feminino?! Já nos censurou publicações, ainda que "só" por alguns dias, com menos, mas, vá lá, depois deve ter havido uma reavaliação da medida e os artigos foram disponibilizados. É um pouco assustadora esta realidade, pois, mesmo com as devidas distâncias, lembra outros tempos e isso incomoda. Os outros elementos da fotografia levantarão menos celeuma, mas não são menos femininos e remetem para uma época em que nenhum pormenor era deixado ao acaso. Dá para imaginar o momento em que uma senhora retirava da carteira o seu cinzeiro portátil?! De fazer corar, com vergonha, algumas pessoas - senhoras, senhores e meninas e meninos, infelizmente - que ainda atiram o filtro do cigarro para o chão e depois ainda se admiram por estar em estudo a proibição de fumar nas praias... O doseador de perfume também se destaca, nesta espécie de conjunto para dama antiga, hoje em dia também os há, mas são menos discretos e mais descartáveis. Hoje em dia tudo conta para incrementar o consumo e nem o vaporizador dos frascos de perfume é deixado ao acaso, as marcas tentam que este pulverize muito produto, a cada utilização, para que a embalagem rapidamente fique vazia. Valham-nos algumas colónias, com frascos de enroscar, para podermos recarregar o doseador.