terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval - Coleccionar Máscaras

Há um restaurante na cidade do Porto que tem por nome A Máscara. Poderíamos escrever sobre o seu apetitoso fondue ou então realçar a simpatia de quem gere a casa, mas vamos deixar aqui estes pontos apenas para abrir o apetite da vossa própria descoberta. Em dia de Carnaval, o nosso destaque vai para a possibilidade de ali se aceder a um autêntico "museu da máscara", pois as paredes estão cravejadas de exemplares com as mais diversas proveniências. Por aquisição do proprietário e por ofertas de clientes e amigos a colecção tem vindo a crescer e já impressiona, não só pela quantidade de peças, mas também por abranger máscaras tradicionais portuguesas. Nas nossas partilhas sobre o tema, no Instagram, só pudemos utilizar fotografias sobre imagens de um livro, mas, ainda assim, acabam por ser bons exemplos de um Carnaval com tradição em Portugal e este só peca por não ocorrer numa época do ano com o clima mais convidativo a festas de rua. Também por esta razão, uma vénia a quem desafiou as agruras do mau tempo e a quem, de uma ou outra forma, "mascarou" esta quadra festiva!



A nossa partilha no Instagram, com uma imagem da máscara típica do Carnaval de Lazarim, uma localidade do concelho de Lamego, distrito de Viseu. 


Tem sido muito motivador perceber que uma boa parte dos temas propostos, nos artigos em desenvolvimento neste blogue, têm tido uma boa aceitação e que proporcionam uma salutar interacção. Depois da publicação deste artigo, por altura do Carnaval 2017, proporcionou-se o contacto com Luís Cunha, sócio gerente do restaurante A Máscara, que teve a amabilidade de nos enviar fotografias de algumas das máscaras que fazem parte da sua colecção, as quais aqui fizemos anteriormente alusão. Como poderão constatar, os exemplares são dotados de uma grande espectacularidade e, por si só, proporcionam um ambiente de grande misticismo à sala do restaurante. 






Charlot

O número de likes ou a rapidez com que surgem após uma publicação nas redes sociais podem ser um bom barómetro para aferir a importância do que estamos a partilhar. A forte empatia do Charlot com o público e a sua marca deixada na história do cinema ficam patentes na excelente audiência obtida na nossa publicação do Instagram dedicada ao génio. Pessoas de várias idades e proveniências mostraram a sua admiração pelo personagem de Charlie Chaplin, representado num disco e numa estatueta na fotografia agregada. O legado deixado pelo artista é imenso e, nos dias de hoje, é muito fácil aceder-lhe, por isso não vamos alongar-nos muito na sua descrição ou a fazer alusões à biografia de Charlie Chaplin, mas não podemos deixar de destacar algumas das suas frases marcantes. Pelo nome do filme perceberão a razão da sua escolha como fonte de três citações, Monsieur Verdoux: "I suppose that's one of the ironies of life - doing the wrong thing at the right time." ; "Nothing is permanent in this wicked world - not even our troubles." ; "One murder makes a villain, millions a hero. Numbers sanctify." Um visionário...


Relógios Antigos

O relógio tem a utilidade de nos mostrar as horas, também nos adorna o pulso e tem aportado a si valores. O valor relacionado com o sentimento é aquele que gostaríamos de realçar, pois é esse que nos faz adorar os relógios antigos. Utilizar ou cuidar de um relógio antigo é valorizar o passado, estimar quem o utilizou e dar continuidade a um estilo. Gostar de um relógio antigo é também reconhecer que, por uma razão ou por outra, não se é capaz de lhe dar a devida atenção, incorrendo no risco de o deixar danificar-se para sempre, conseguindo, por esta razão, passá-lo a outra pessoa mais apta a dar uma nova oportunidade à peça. O desprendimento nem sempre é ausente de sentimento, dar ou vender um relógio pode ser um acto de tremenda adoração. Um "relógio morto" fica bem na poesia pictórica de Salvador Dalí, fica, derretido, espalmado, mas este é um fim aterrador no imaginário de um adorador de relógios antigos. Os Cauny são um exemplo de que ainda existem muitas pessoas a preservar o património de que se escreve, pois, mesmo tendo sido um sucesso de vendas nos anos 50; 60 e fabricados com excelência, sendo, por estas razões, normal existirem em mais quantidade do que outras marcas vintage, é impressionante o número de exemplares que ainda são possíveis de encontrar. 


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Cerâmicas Aleluia

Os azulejos pintados à mão são dos produtos nacionais com mais procura pelos turistas que nos visitam, mas estes nem sempre os encontram na versão genuína. A assinatura Aleluia é uma garantia de autenticidade quanto ao que de mais tradicional há na matéria, mas esta marca soube sempre acompanhar a evolução tecnológica, por isso, actualmente, é também símbolo de pioneirismo no fabrico industrial dos azulejos. À imagem de outras empresas, pertencentes ao património industrial nacional, a Aleluia esteve em riscos de desaparecer, devido a problemas vários, mas a sua salvação chegou com a agregação a um grupo económico, detentor de outras marcas do sector. Apesar da roupagem contemporânea ser outra, a verdade é que a Aleluia dos dias de hoje faz jus à fama angariada pelos seus fundadores. A peça que apresentamos data de 1979, é alusiva aos 75 anos da fábrica Aleluia e tem como motivos centrais Aveiro, na figura de um dos seus actuais motores turísticos, os moliceiros.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Majora

Gostaríamos de começar este texto da seguinte forma: A portuense Majora... A verdade é que estaríamos a incorrer numa imprecisão, pois, apesar de ter sido fundada no Porto, em resultado da instabilidade financeira da empresa, a Majora foi adquirida por um grupo económico sediado em Lisboa. Não deixamos de ter orgulho em que uma marca tão enraizada na memória colectiva dos portugueses esteja, de forma tão umbilical, ligada à invicta. Os seus criativos e estimulantes jogos, as suas ilustrações apelativas fazem parte de todo um reportório que tem tudo para, nos dias que correm, ajudar a equilibrar a balança quanto ao uso do entretenimento digital. Em regime de representação de marcas internacionais, a Majora também nos dado acesso a jogos que trabalham a capacidade empreendedora e relacional, o convívio em família e outras virtudes associadas aos jogos mais tradicionais. É bandeira comunicacional desta nova era Majora um distanciamento ao mundo dos jogos digitais, mas não nos parecia descabido se, na impossibilidade de vencer o "inimigo", num futuro próximo tivessem de alargar o raio de acção para os vídeo jogos. Futurismos à parte, louve-se o resgate da marca, felicitem-se os responsáveis, pois, para além dos interesses económicos, com certeza serão dotados de sensibilidade para as questões do património nacional.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Andy Warhol - Martini

Hoje assinalam-se os trinta anos do desaparecimento de Andy Warhol. Em portugal, no Museu Berardo, em permanência e, para já, gratuitamente, pode aceder-se a alguns exemplares da obra do artista. A publicidade tem um lugar bem vincado no espólio, resultado dos estudos de Andy Warhol em artes gráficas e da sua experiência como publicitário. Foi nesta época, durante os anos 50, que a empresa responsável na altura pela Martini encomendou uns trabalhos publicitários ao artista e o sucesso foi de tal ordem que, de tempos a tempos, há uma reedição a aparecer nos bares e cafés de todo o mundo. Os quadros espelhados, apresentados nas imagens, pertencem a uma dessas reedições, na nossa opinião, o referente ao Martini Bianco vai mais ao encontro do registo geral da obra de Andy Warhol, mas o certo é que ambos são representativos do ícone da pop art. Se o Comendador Joe Berardo quiser ter estes exemplares no museu nós estamos disponíveis para negociar os nossos quinze minutos de fama :)


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Ferro de brasas

Não está assim tão distante o tempo em que o ferro de brasas fazia parte dos utensílios de uma casa. Muitos de nós ainda temos lembranças de todo o ritual necessário para executar a tarefa de passar a ferro, uns em casa dos pais, outros, mais novos, em casa dos avós. Havia uns ferros que tinham um compartimento para colocar brasas, pedaços de carvão incandescente para quem tinha mais posses e simples brasas da lareira para quem era mais desenrascado. Muitas peças de roupa se estragaram por causa das faúlhas que saltavam do ferro, ainda por cima só em dias especiais é que eram engomadas, por isso imagine-se o desgosto de ver a camisa de ir à missa, ao domingo, queimada. O modelo que apresentamos era menos propenso aos acidentes e mais leve, ainda assim, exigia os mesmos cuidados ao nível do manuseamento, pois era aquecido sobre as brasas ou então num fogão. Como está representado na imagem, quem utilizava o ferro, por norma, a mulher, teria de colocar um pano humedecido na pega para não se queimar na mão. Ao longo da história foram sendo desenvolvidos tecidos que não necessitavam de ser passados, mas nunca se conseguiu fazer com que o ferro caísse em desuso. Com a electricidade e com o desenvolvimento tecnológico, aquele utensílio tornou-se mais amigável e facilitador da tarefa de engomar, sendo o seu uso, nos dias de hoje, distribuído mais equitativamente entre os sexos. Os ferros antigos são, nos dias que correm, apenas utilizados como peças decorativas e a verdade é que ninguém lhes fica indiferente, havendo sempre um comentário a fazer ou uma recordação a partilhar.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Confeitarias Costa Moreira

Não nos faltariam temas para escrevermos sobre as Confeitarias Costa Moreira, uns mais densos do que outros, salgados, doces... Doces?! Ora, é mesmo pelo lado da doçura que vamos abordar a confeitaria, como não poderia deixar de ser ao escrever sobre um local onde era possível comprar ladrilhos de marmelada. Este negócio foi um dos que não aguentou as sucessivas fases de transformação do centro da cidade do Porto, acabando a invicta por perder uma das suas lojas mais típicas. Com sede na Praça dos Poveiros e filial na Rua Formosa, localizações privilegiadas, nos dias de hoje e com os turistas a percorrerem, constantemente, aquelas áreas seria de esperar prosperidade para o negócio. Curiosamente, no local da filial da Rua Formosa mora agora a Casa do Chocolate Arcádia. Não se perdeu doçura, nem qualidade, diga-se, mas podemos sempre suspirar por aqueles ladrilhos de marmelada. E o que dizer das caixas onde era entregue a marmelada aos seus agentes?! Dignas de preservação! 



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Water Proof na Rua Augusta

O título desta partilha poderia, perfeitamente, ser relativo aos dias de hoje, o nome parece sonante, é estrangeiro e a rua é a via pedonal mais movimentada da capital, mas estamos a abordar um evento realizado no longínquo ano de 1887. Uma marca, de renome internacional, abriu um espaço na Rua Augusta e trouxe aos lisboetas os melhores punhos e colarinhos, malas, capas e casacos, enfim, toda uma panóplia de produtos que prometiam "preços limitadíssimos"; "preço fixo". Da boa qualidade dos baús podemos nós atestar, pois a publicidade que partilhamos (a que tem algumas fendas) era pertencente a uma peça dessas, chegada às nossas mãos em muito bom estado e isto tendo em conta os anos que deveria ter. Não foi fácil encontrar informações acerca deste negócio, este, aparentemente, estaria a cargo também de elementos portugueses, atente-se no Dias Costa, mas isto são só suposições, pois as únicas indicações encontradas são as do dito anúncio e as emitidas no "Diario Illustrado": "!!Sont Arrivés!!". Uma mala antiga completa a fotografia partilhada, daquelas em pele, daquelas que ficam ressequidas com a passagem do tempo. Passem-lhe NIVEA, já nos disseram, mas ainda não o fizemos, pois gostamos do aspecto desgastado e, na verdade, a mala só nos serve para engendrar cenários decorativos. Quanto à Nívea, fica prometido, contamos, muito em breve, abordar esta marca, tão presente nas nossas vidas e tentaremos que seja com uma peça antiga e pejada de vintage.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Paupério

Em Valongo, numa rua estreita e em paralelo, mora uma fábrica de bolachas e biscoitos que subsiste, deliciosamente, ao longo dos tempos: a Paupério. Desde 1874 que o seu nome é imediatamente associado a tradição e a bons sabores e, para tal, basta ouvir o nome da empresa ou basta olhar para as embalagens, nem seria preciso provar os seus produtos. Mérito para quem apostou sempre na identidade local e numa roupagem corporativa homogénea e reveladora dos pilares em que assenta o conceito do negócio. Decidindo entregar-se às tentações das suas iguarias, encontram-se os apelos propostos aos sentidos e é finalizada a missão de todos os quantos trabalham na Paupério. As caixas em metal fotografadas são uma das formas de apresentação dos produtos da empresa e aquelas, para além de fazerem as delícias dos coleccionadores, representam bem a capacidade de reinvenção da marca. Sem nunca se descaracterizar, a imagem modernizou-se e adequou-se ao presente, mas conservando características do passado. Para quem quiser ficar a conhecer melhor a Paupério recomenda-se uma visita à fábrica, bastando marcar, via telefone, uma data para o efeito. Na pequena loja, existente nas instalações, não pode deixar de perguntar pelos partidos, nós apenas dizemos que são uma forma criativa de aproveitamento do produto e deixamos o resto à descoberta.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Outros tempos; diferentes tipos de "Aviso"

"Exmo. (a) Senhor (a), 

Às 09:54 horas do dia 22/12/2016, o veículo com a matrícula X encontrava-se estacionado na R. do Heroísmo (20), 172 em frente > NÃO < tendo sido verificado pelo controlador (Y) que:"

- o veículo estava cheio com peças - uma das quais pesada - para doar à instituição de reinserção social que existe muito perto do lugar de estacionamento em causa, tendo o condutor acabado de estacionar/entrar na loja ficando à espera que a zona de cargas e descargas, mesmo em frente ao espaço, ficasse desocupada

- a zona de cargas e descargas estava ocupada com outros veículos, sem que estes dessem a entender estarem a utilizar legitimamente os lugares e muito menos a respeitarem o tempo concedido para as tarefas

- é uma questão de bom senso esperar um pouco para ver se os condutores aparecem nas viaturas com o título ou alguma justificação credível, assim, evitar-se-iam algumas injustiças e impedir-se-ia a disseminação do espectro do excesso de zelo (neste caso, foram, literalmente, dois minutos com a viatura no lugar de estacionamento sem o título, ficando até a dúvida se, num processo normal de estacionamento/pagamento, daria tempo para o colocar na viatura e assim evitar o "Aviso")

- ao assinar o "Aviso" com um simples "Pedro" está a descredibilizar a entidade para a qual presta serviços (um aviso cheio de ameaças não é propriamente um talão que se amarrota e deita fora e no qual se faz um sarrabisco para validar)

Atentamente

Um portuense estupefacto com o que se está a passar na cidade e convencido de que pelo menos um controlador da vossa entidade não está devidamente formado e sensibilizado para as funções que exerce. Um portuense a favor de um estacionamento regrado, mas com um controlo menos autoritário e mais pedagogo. Um portuense cumpridor e que vai pagar os 6,00 EUR dentro do prazo estabelecido para o efeito, mas que gostaria de receber uma resposta vossa na qual indicassem o que têm preparado para fazer face a injustiças que possam surgir na prestação de serviços da EPORTO à cidade do Porto e aos Portuenses.


Exmº. Senhor,


Analisados os elementos processuais, conclui-se pela total conformidade do aviso de pagamento emitido, para com o disposto no artigo D-6/9, nº. 4 do Código Regulamentar do Município do Porto.

Mais esclarecemos que, não existe qualquer cominação regulamentar, que imponha a obrigatoriedade de atribuição de "tolerância" no exercício da acção de controlo e fiscalização das ZEDL's do concelho do Porto. existe sim, a obrigatoriedade de efetivação de pagamento do estacionamento, por parte daqueles que, voluntariamente, recorrem às ditas zonas.

No tocante à alegada ocupação dos lugares destinados a cargas e descargas de forma indevida, é um direito que assiste a todos os que se considerem lesados na sua esfera jurídica, com o comportamento em causa, de accionarem os competentes serviços policiais, e denunciarem as situações.

Relativamente à assinatura dos avisos de pagamento, os mesmos encontram-se devida e plenamente identificados por quem os emite, com a menção expressa, do número de funcionário e nome do mesmo, tal como confirmará pela leitura do corpo do aviso em epígrafe.

Sem mais,

Com os meus melhores cumprimentos 

Direcção de Operações 

EPORTO – Estacionamentos Públicos do Porto, S.A. 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Namorar à moda antiga

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é propício a que se escreva muita coisa, vontade não nos falta, mas, tendo em conta a perfeição das imagens partilhadas, achamos melhor não estragar o momento dos pombinhos :)





Esta colecção de postais é uma ode ao amor: "bem piroso e lamechas como o amor deve ser...verdadeiro!"

Retratamento - Da Weasel

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dia Mundial da Rádio

Hoje, dia 13 de Fevereiro, celebra-se o Dia Mundial da Rádio. A UNESCO convida todas as rádios mundiais a celebrarem o dia, de modo a que todos interiorizem a importância que este meio de comunicação assume no quotidiano das pessoas. Por estar tão enraizado na nossa sociedade, por vezes, nem damos conta da sua existência, mas em Portugal a rádio tem muita representatividade, é um hábito, uma tradição que passa de geração em geração. Na oficina ou em casa dos avós, nos carros e cafés, o som, inconfundível, da rádio tem lugar garantido e é na busca de informação actualizada, no entretenimento ou na simples companhia que se encontram algumas das razões que a tornam tão popular. Ao longo do dia de hoje serão muitas as iniciativas para celebrar a efeméride e o programa de festas variará consoante a tipologia de rádio escolhida, mas, com certeza, serão feitas muitas retrospectivas acerca dos momentos marcantes do país com difusão pela rádio, serão ouvidas muitas vozes reconhecidas por todos e não faltará boa música. Ouça-se tudo com estilo, com um rádio Ingelen, por exemplo, pousado num móvel "pés de palito" multifacetado, mas estilo; estilo é ter na parede o verdadeiro ícone da comunicação em Portugal, de seu nome Manuela Moura Guedes. Henrique Garcia não lhe fica atrás e com ele fica completo o duo que apresentou o programa Ovo de Colombo, na Comercial. Um pouco do vintage da rádio nacional como contributo para a celebração do Dia Mundial da Rádio.



domingo, 12 de fevereiro de 2017

Somos os maiores!

Quando Rui Moreira afirmou que mesmo sem os votos dos portugueses a cidade do Porto ganharia o título de melhor destino europeu 2017 deu a todos os portugueses reais motivos para festejarem. Com estas indicações, o presidente da Câmara Municipal do Porto sossegou os que acham pouco ético votar-se na própria cidade e ainda arrumou, de vez, com as dúvidas: "Somos os maiores"! Por parte das entidades, ligadas ao governo e direccionadas para o sector do turismo, não se ouviram foguetes, nem umas simples palavras de congratulação, nada. O Porto está habituado a ser subestimado, para alguns ainda é aquela cidade sombria e em ruínas de outros tempos, mas os portuenses também já perceberam que podem usar aquelas ideias provincianas a seu favor e conseguir surpreender. O Porto está dotado, nas suas gentes, da característica inata de bem receber, a qual não se consegue comprar com chorudos orçamentos e isso é uma tremenda vantagem. Ou se tem ou não se tem e o Porto tem. (ponto) De certeza que os portuenses saberão honrar o título de melhor destino europeu e irão continuar a valorizar a cidade, até por agora também não terem dúvidas de que o seu sucesso arrelia algumas pessoas e isso dá um gostinho especial. Uma ressalva, em relação às imagens dos postais antigos que acompanham esta mensagem, não vá alguma dessas pessoas não estar devidamente informada: a "sala de visitas" do Porto modernizou-se e está completamente modificada. Apesar do encanto destas recordações, a área da Avenida dos Aliados é agora também um cartão de visita para a Escola do Porto, o afamado traço arquitectónico dado por alguns arquitectos portuenses, grupo aos quais pertence Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura, os autores da remodelação.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Só para a fotografia

Remontam aos anos 90 as primeiras presenças do Clube Caça Cigarros em algumas escolas portuguesas. Desde então, a Liga Portuguesa Contra o Cancro tem apostado na educação para a saúde como forma de prevenção contra o tabagismo e tenta incidir as acções nas faixas etárias mais novas da população. Hoje fizemos uma partilha que poderá ser relacionada com o tabagismo e as sensações foram dúbias, pois, se, por um lado, o material antigo nos entusiasma e é altamente partilhável, por outro, os ensinamentos recebidos no secundário vieram ao de cima e fizeram-nos tomar consciência do poder da comunicação. Uma no cravo; outra na ferradura. Partilhámos uma fotografia bonita que poderá não ser a mais adequada para os mais novos?! Sim, mas também afirmamos, vincadamente que Fumar Mata, na esperança de sermos uns bons discípulos dos Caça Cigarros. Feita a salvaguarda, admire-se o cartaz publicitário à Mechatomique e equipare-se ao que se pode ver hoje em dia, tão rudimentar, mas tão eficaz, não falta até o produto em exposição. Quanto à Zippo, perdurarem no tempo já é sinal de qualidade nos isqueiros, mas a marca consegue ainda potenciar os sinais de rebeldia associados ao acto de fumar e atribui algum status a quem os usa. Já para não falar nos malabarismos que permite fazer com o seu sistema de abertura nos isqueiros, vale a pena ver: Zippo Tricks.


Jovens, garantimos que os Zippo são bons isqueiros também para acender a lareira :)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O teu Ford é preto!

O caso Ford será sempre tema de debate, em especial, nos dias que correm em que se fala tanto de empreendedorismo. Ao que parece, Henry Ford deveria ter sido agricultor, pois era assim que o seu pai queria, mas a determinação de Henry levou a que o caminho a seguir fosse outro. Isto foi tão verdade que o filho pródigo fugiu de casa, em busca do sonho de ser mecânico. Conseguiu este objectivo, mas a sua ambição ditava que não se ficasse por aqui na carreira e a ânsia de ter um negócio próprio era tal que a sua primeira aventura correu mal e quase hipotecou o futuro de Henry. Valeu-lhe a perseverança, os conhecimentos adquiridos nas suas experiências profissionais e ser um visionário com um mundo empresarial por desbravar. O seu sucesso estaria no lançamento de um carro a gasolina. Entre um Ford T e um Ford Mustang, talvez sejam poucos aqueles que escolheriam a primeira opção, mas não podemos negar a sua importância. O fabrico em série, a implementação de estratégias empresariais, são apenas alguns exemplos da agressividade de Henry Ford perante o negócio, mas esta aparente perfeição começava a revelar a teimosia e a negação de evidências. Afirmar que os clientes podem escolher qualquer cor num Ford, desde que seja o preto fica muito bem nas capas dos jornais, mas, analisando a fundo, o chavão poderia indiciar subestima pelas mudanças nas necessidades do mercado. Assim foi! Em resultado da teimosia de Henry Ford, ao não concordar que o mercado está em constante mutação e a negação de que, a dada altura, é preciso passar o testemunho a pessoas mais bem formadas e capazes, todo o império construído esteve na iminência de ruir e só com a morte do mentor é que os tempos conturbados se aliviaram. Na fotografia anexada deixamos alguns dos sinais de boa saúde da Ford, manifestados em sucessivas campanhas, ao longo dos tempos, aos modelos de carros da marca. Associar-se ao "cara de miúdo" Pedro Lamy ou à voz da Samantha Jones foram algumas das acções publicitárias que ficaram na memória colectiva e que aqui recordamos.





Ford leads the way - Samantha Jones (Single publicitário à Ford)

"Tenho cara de miúdo" - Pedro Lamy no programa da RTP: 5 para a meia noite (Pin da Ford "Pedro Lamy")

(Revista Comandos, de 1973, com um artigo sobre a Ford)

(Pratinho Ford T)

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Um outro Porto

"Este é um fim-de-semana em que todas as atenções vão estar viradas para a cidade do Porto. O país gosta de futebol e há jogo grande no Estádio do Dragão, por isso o Baixa deixa algumas sugestões para quem vem à cidade e vai andar nas imediações do estádio.

A invicta tem muito mais para oferecer para além da área mais central da cidade, por isso e tendo em conta as equipas que estarão em campo, na zona Oriental, ali bem perto do estádio, poderá apreciar a arquitectura do Centro Educativo das Antas. Um edifício onde impera o verde, mas, se preferem o azul, passem no Centro de Comando Operacional, da Refer, também próximo e surpreendam-se com a imponente obra. E por que nestas situações a neutralidade também tem lugar, deixamos como sugestão a ida à estação de Contumil, para admirarem o painel com azulejos de Eduardo Nery.

Se procuram experimentar iguarias locais, como é exemplo a francesinha, o Yuko pode ser uma excelente opção. Com decoração rústica e atendimento com sotaque, os seus petiscos fazem justiça à fama de boa casa para comer.  Para quem prefere comida mais convencional, mas também tradicional da invicta, pode optar pela Cozinha do Martinho e provar as famosas tripas à moda do Porto, bem acompanhadas pelos bons vinhos da garrafeira.


Independentemente do resultado vá até à Baixa descomprimir das emoções e descubra a variedade de espaços com diversão nocturna que tem ao seu dispor. Destacamos a zona da Praça Filipa de Lencastre pela possibilidade de conciliar a diversão com um périplo pela obra deixada por Rogério de Azevedo, presente na Garagem do Comércio do Porto e no Hotel Infante Sagres. Na hora de descanso, se não puder optar por este charmoso hotel, o Porto República Hostel & Suites promete surpreender pela preservação de um edifício histórico e pelo ambiente multinacional que irá encontrar.


Estas são recomendações com a chancela do blogue portuense Monsieur d’Almeida."

Artigo escrito para o Baixa.pt, por ocasião do clássico FC Porto - Sporting CP, no dia 04/02/2017

Estádio do Lima



Centro de Comando Operacional; Centro Educativo das Antas


Coca-Cola é que é!

As primeiras aparições da Coca-Cola, em Portugal, foram envoltas em polémicas. O nome da bebida remetia para outras substâncias e o slogan, criado por Fernando Pessoa ("Primeiro estranha-se, depois entranha-se"), ajudava a formar o mito de fruto proibido. Não nos esqueçamos que Portugal foi, durante muito tempo, "alimentado a vinho" e havia a necessidade de se proteger essa máxima. Demorou algumas décadas até que o refrigerante pudesse circular livremente no mercado nacional, tanto que é visto como uma das conquistas da liberdade em Portugal. Não contando com as, sempre pouco claras, questões políticas históricas, assistimos à desmistificação do produto, afinal, não fazia mal e, na verdade, a marca acabou até por beneficiar de todo o processo, pois toda a gente parecia querer experimentar tão enigmática bebida. Do ponto de vista empresarial, Portugal livre tornou-se mais apetecível comercialmente e o sucesso foi galopante: os portugueses não demoraram muito a contribuir para que a palavra Coca-Cola seja a segunda mais pronunciada no mundo. OK?! A forte aposta, dos promotores do refrigerante, na comunicação origina campanhas publicitárias marcantes, que envolvem o público e perduram no tempo. A legião de coleccionadores de material publicitário é extensa, todos nós conhecemos alguém fascinado por estes produtos, alguns até capazes de cometer loucuras para os obter. Com mais ou menos fervor, estamos ansiosos pela próxima campanha: "Não posso esconder a imensa alegria que eu sei que vou ter. Contigo: Coca-Cola é que é!".


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Fazer olhinhos à TAP

O Norte adora a TAP e faz-lhe, constantemente, olhinhos, mas a companhia, de bandeira portuguesa, parece ter resistências ao charme nortenho. Dizem que a culpa é do fraquinho da TAP pelo rigor orçamental, a frieza e calculismo dos gestores não a deixa cair na tentação de se atirar de cabeça para os braços do Aeroporto do Porto. A melhoria de condições no Sá Carneiro, por muito estranho que possa parecer, tem redundado num enfraquecimento do investimento da companhia, tanto que já foi ultrapassada pela Ryanair e Easyjet na corrida às companhias mais representativas. O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, tem liderado os protestos de dirigentes e empresários, mas, para já, o máximo que conseguiram foi um "miminho", com a criação de uma ponte aérea entre o Porto e Lisboa. O aumento de ligações entre as duas cidades pretende compensar o corte no número de voos com partida da invicta e, com certeza, minimiza os transtornos, mas não os suprime por completo. Como se não bastasse ao Porto ter de recuperar deste desgosto de amor, mais recentemente, sabe, pelas notícias, que os voos são mais baratos a partir de Vigo, em especial os de longo curso. Se a TAP pensa que nos vai conseguir afastar, está muito enganada, "carago", nós somos persistentes e continuamos a gostar muito da Transportes Aéreos Portugueses. Rezam as crónicas, viajar, na época condizente com a do brinquedo, em forma de avião, que utilizámos para a fotografia, era um luxo e repleto de glamour. Era um momento especial andar de avião, os passageiros vestiam-se a rigor e o próprio trato das companhias aéreas era mais atencioso. O fascínio dos mais adultos era absorvido pelas crianças e estes brinquedos, com um misto de brinde publicitário, fizeram furor. O que mostramos na fotografia tem algumas marcas de "aterragens mais difíceis", mas o impacto visual, como elemento decorativo, está intacto. Adornámos o cenário com prospectos, revistas e livros referentes a alguns destinos da TAP e todo aquele design de época mexe com o imaginário. De Vigo, do Porto ou de Lisboa, que consigamos inspirar: boas viagens!



Republicitar a TAP


O turismo de antigamente como decoração de uma montra

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Video Kids

Escrever sobre o mundo dos jogos electrónicos, por norma, redunda numa série de clichés acerca de jovens alheados do mundo real, mas será que o registo pejorativo utilizado faz sentido?! De que lado da barricada se podem colocar aqueles que, mesmo não jogando, apreciam toda a mensagem espacial aportada?! Quem se deixa envolver por um jogo electrónico está, de certa forma, a sair deste mundo, está a entrar numa realidade virtual que lhe permite aceder a uma experiência. Portanto, neste ponto os "gamers" não são diferentes dos seus detratores, também estes e todos nós, afinal, procuramos, em certos momentos, uma anestesia geral para o mundo em que vivemos. Falar da solidão dos jogadores, colá-los à imagem "nerd" é generalizar e esquecer todos aqueles que jogam em grupo e fazem disso um saudável convívio. Nos anos oitenta e noventa, os jogadores iam mais para as salas de máquinas, saíam de casa, sim senhores, mas é apenas um sinal dos tempos modernos existir a possibilidade de realizar determinadas actividades em casa e até ganhar dinheiro com as mesmas, imagine-se. Certo é que muitos dos autores de textos, a achincalhar os jogadores de jogos electrónicos, também encarnaram a pele de "video kids", na sua adolescência e a prova está na quantidade de consolas, referentes às décadas de 80 e 90, disponíveis no mercado de usados. Nós não jogamos, mas, como se pode perceber, entendemos quem adere ao fenómeno e apreciamos os cenários passíveis de serem criados com toda a parafernália "vinda de outra galáxia". Há consolas vintage icónicas, a Nintendo (com os jogos Snoopy e Super Mario), a Supervision Quickshot (entretanto, desaparecida, mas muito procurada por ter sido concorrente da Game Boy), são apenas dois exemplos, mas há muitas outras a fazerem as delícias dos mais saudosistas. Para os coleccionadores, mais puristas, os exemplares têm de estar a funcionar e em caixa original, isto sem esquecer o livro de instruções, por isso, já sabem, novos jogadores, guardem todos estes elementos para, um dia mais tarde, poderem valorizar as vossas peças. Não nos admiremos se encontrarmos, por este motivo, livros de instruções ou caixas mais caras do que as próprias peças principais. O paraíso dos vídeo jogos será, provavelmente, o Japão e neste país o tema é encarado de forma muito diferente. O estímulo ao cérebro é outra das faculdades muitas vezes esquecida por cá para esta actividade, mas, por terra nipónicas, é até recomendado, pelos médicos e entidades estatais, que as pessoas com mais idade joguem, de modo a exercitarem o cérebro. Este país parece querer dizer-nos para não nos deixarmos levar pelas mensagens dirigidas às massas e procurarmos, por iniciativa própria, refinar as informações. Como não salivar por sushi ao viajarmos, ainda que por palavras, por aquelas bandas?! E, mais uma vez, eles deixam-nos a mensagem para desmontarmos os chavões das sociedades europeias. E não é que para um sushi, tradicionalmente japonês, o peixe fresco não é o mais indicado?! Bom, mas para desenvolver este tema haverá espaços mais indicados na blogosfera. 


Eles andam aí!

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