segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Não é brincadeira: são 600 jogos da Majora!

Álvaro Vitorino, nome forte do coleccionismo em Portugal, considera-se um "péssimo coleccionador", imagine-se, pois assume não conseguir conter o seu impulso de angariar peças e acaba por não ter um só tema de colecção. São muitos os coleccionadores que padecem deste "mal" e, assim sendo, têm depois de arcar com a árdua tarefa de arranjar espaço físico para a armazenagem das preciosidades e de ter doses industriais de paciência para, na hora de catalogar tudo, não sucumbirem à tentação da desistência. Permitam-nos a parcialidade: Álvaro Vitorino é um fantástico coleccionador e ainda tem altruísmo suficiente para partilhar, através das redes sociais, algumas imagens do seu vasto espólio, deixando perceber, facilmente, a sua tendência para coleccionar brinquedos e jogos antigos, preferencialmente portugueses, para gáudio de muitos coleccionadores e simples admiradores que o seguem.


 Uma amostra da variada colecção de brinquedos e jogos (Álvaro Vitorino)

O coleccionador dos Açores tem o objectivo de dar a conhecer a sua colecção ao público, de forma mais continuada, estando, para tal, à procura de um local onde a possa alojar condignamente. Pontualmente, na ilha de S. Miguel, é possível aceder a exposições temporárias do seu acervo privado, por isso, já sabe, se é um interessado na matéria e é daquelas bandas ou tem a oportunidade de para lá ir certifique-se se existe a possibilidade de uma visita. 


Alguns exemplares da incrível colecção de jogos Majora

Este pequeno artigo visa prestar um humilde tributo à dedicação de Álvaro Vitorino como coleccionador e pretende também assinalar, com a pompa e circunstância possíveis, a chegada da colecção ao impressionante número de seiscentas peças reunidas, sendo estas apenas relativas a jogos da emblemática Majora. Esta marca já foi, por diversas vezes, abordada neste espaço, dada a admiração que também nutrimos por este símbolo nacional, mas nada do que aqui foi escrito e mostrado se poderá equiparar a esta demonstração de adoração. Não sabemos se os responsáveis da Majora já estão a par do projecto em curso, mas estamos convencidos de que não ficarão indiferentes a esta dedicação ímpar e a todo o interesse suscitado entre o meio do coleccionismo nacional.


Exemplar da revista "maria" já pertencente à colecção 

Se dúvida houvesse acerca da diversidade temática inerente à veia coleccionadora de Álvaro Vitorino, partilhamos o repto lançado por ele, de modo a obter contactos de pessoas que possuam, para venda, exemplares da revista "maria", referentes às décadas de setenta e oitenta. Com este contributo a mensagem chegará a um maior número de pessoas e temos a certeza de que, em breve, tendo em conta a persistência da pessoa em causa, o objectivo será cumprido e a colecção partilhada com todos. 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O Bom Vintage de Braga

Braga apresenta-se através do slogan "cidade autêntica" e a verdade é que se torna difícil contrariar a designação. Sabemos como os destinos com muito turismo tendem a sofrer de confrangedores episódios de uniformização, mas, por agora, este fenómeno ainda não chegou ao Minho. Chamam-lhe, frequentemente, "Roma Portuguesa", mas isto nada tem que ver com quebras de identidade, está, sim, relacionado com a sua origem na cidade romana Bracara Augusta. Com uma história tão rica e em resultado da sensibilidade reinante para com o património são vários os pontos de interesse preservados, locais onde pontificam as bases religiosas que dão fama mundial à cidade. Uma característica ímpar de Braga é a bem sucedida mescla da tradição com a modernidade atribuída pelos jovens bracarenses, através de projectos empreendedores ao nível da cultura, indústria, gastronomia, comércio e serviços. O "Bom Vintage de Braga" e o coleccionismo, temas centrais deste blogue, não poderiam  ficar de fora desta pequena incursão, por isso destacaremos a dinâmica pressentida por estas áreas. O Braga Urban Market (BUM) já se tornou num evento imperdível para os apreciadores de iniciativas deste género e ao segundo sábado de cada mês, no Largo Carlos Amarante (ou, caso as condições climatéricas assim o obriguem, nos Claustros da Rua do Castelo), é vê-los a passarem em revista as bem apetrechadas bancas dos vendedores de artigos em segunda mão. Pela cidade também proliferam lojas que se dedicam à venda de artigos usados, mais inseridos na nossa temática e que não poderíamos deixar de referenciar para uma visita. 


Vintage Alternative Store

Na Rua Dom Frei Caetano Brandão, Nº 214, encontra-se a Vintage Alternative Store, um espaço que será um regalo para quem se deixe, facilmente, enamorar pelas peças de decoração e mobiliário dos anos cinquenta e sessenta. Os "retrofuturistas" que animaram a Space Age tentaram adivinhar como seria o actual presente e desse exercício saíram extraordinárias peças que fazem inveja ao designer de hoje e farão a diferença em qualquer cenário decorativo. A montra não deixa margem para dúvidas, por ali impera o bom gosto e um apertado critério na selecção dos artigos. 


Magia Predilecta

Magia Predileta surpreende quem passa no Centro Comercial Granjinhos, pois a montra da loja 476 está sempre adornada com belos brinquedos antigos, que fazem avivar as memórias de infância e raras peças de coleccionismo despertadoras do apetite voraz dos coleccionadores. Pelo sim, pelo não, no caso de pretender fazer uma visita, é recomendado que faça um contacto telefónico prévio, de modo a garantir o devido acompanhamento. Como é fácil perceber, Braga está vibrante, por isso, aproveitando que o Reveillon está à porta, muna-se da aplicação para telemóvel Braga Cool e não perca tudo o que a cidade tem para lhe oferecer...

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Clube de Colecionadores Vista Alegre

A Fábrica de Porcelana da Vista Alegre dispensa apresentações e isto pode ser considerado um autêntico feito, denunciador do trabalho de excelência que tem sido realizado ao longo dos seus quase dois séculos de história. O prestígio do nome, da empresa fundada por José Ferreira Pinto Basto, em 1824, foi alcançado através da sua primorosa porcelana artística e desde os primórdios do seu fabrico que está enraizada na empresa a tradição de coleccionar as peças de maior importância que vão sendo produzidas. Valores incutidos pelo homem que fez questão de ter os seus quinze filhos junto a ele na fábrica que fundou... O Museu Vista Alegre aparece, com a naturalidade inerente à faceta acima apontada, em 1947 e desde esta data que a marca lhe tem dedicado uma merecida atenção, com sucessivos melhoramentos. Deste modo, o património industrial encontrar-se-á salvaguardado, havendo condições para que a sua investigação e interpretação tenham lugar, sem esquecer a atractividade para o visitante sedento de uma certa cultura da cerâmica. Para quem desejar conhecer de perto as mais de trinta mil peças expostas no museu e pretender obter uma experiência Vista Alegre plena de identidade tem à disposição o Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel. Inserido num projecto de recuperação de toda a área fabril, da qual fazem parte o Palácio, a Capela de Nossa Senhora da Penha de França, o Bairro Operário, o Teatro e o Museu, aquele hotel de cinco estrelas promete ambientes diferenciados, mas, como não poderia deixar de ser, com o tema cerâmica sempre presente. 


Festa de Natal, a colecção de pratos Vista Alegre para a quadra natalícia

A colecção de pratos apresentada será comum para a maioria dos portugueses, habituados que estão a ver as peças expostas na típica casa portuguesa. O tema Natal é muito envolvente e as peças propícias a servirem de oferendas, para além disso são coleccionáveis o que perfaz aquela fórmula mágica tanto do agrado dos coleccionadores. E foi a pensar neles que a Vista Alegre lançou o Clube de Colecionadores, um sistema de beneficiação dos clientes mais assíduos, potenciando o investimento em autênticas obras de arte que se valorizam com o passar do tempo. As condições especiais oferecidas a quem aderir permitem que o coleccionador aceda, com prioridade, a peças de autor, a séries numeradas e limitadas, bem como a descontos significativos. Não há dúvidas de que estamos perante uma marca activa, que tem sabido aproveitar o sólido posicionamento no mercado para se aventurar em outras áreas de negócio e isto sem perder a identidade: À imagem de cada peça VA; uma obra VA bem feita!

domingo, 26 de novembro de 2017

Radiolandia - Museu do Rádio

E o sonho tornou-se realidade... Manuel Silva é natural de Bustos, em Oliveira do Bairro e foi um conhecido comerciante e técnico de rádios daquela terra. Em plenos anos cinquenta, Manuel começou a coleccionar os rádios antigos que os clientes deixavam na sua loja, depois de estes adquirirem peças mais modernas. Ao longo dos anos, em resultado da sua colecta e através de doações, o coleccionador angariou, aproximadamente, o assinalável número de 1500 exemplares. Sabedor da importância da rádio, em especial, a determinada altura de um Portugal pouco desenvolvido, "Manuel dos rádios" interiorizou que iria levar a sua "obsessão" até ao limite e este limite seria a colocação do espólio num museu, de modo a que as gerações vindouras pudessem aceder à história do meio de comunicação que, em outros tempos, tanta representatividade teve no país. Este homem de iniciativas, que o levaram, por exemplo, a emigrar para os Estados Unidos da América, chegou a ter uma exposição privada, passível de ser visitada por marcação, mas o reconhecimento merecido e a elevação da colecção a um patamar de outro nível chegou finalmente.


Museu do Rádio

Localizado num edifício emblemático, na antiga Escola Primária de Bustos, o referenciado como único museu do rádio em Portugal teve um forte investimento autárquico para receber de forma condigna todo o acervo do dono da loja emblemática local Radiolandia. Tudo bateu certo neste projecto com o mesmo nome e o resultado desta sintonia está disponível para ser visitado e para ser interpretado à luz das premissas em que foi desenvolvido e que acima apontámos. Com certeza, esta foi uma boa aposta das entidades locais e os dividendos não tardarão a chegar, pois serão muitos aqueles que terão o maior prazer em fazer uma incursão por tão valiosa agregação de preciosidades. 


Vista para alguns dos exemplares expostos

Por muitas fotografias que partilhasse-mos não iríamos conseguir saciar a curiosidade e satisfazer a ânsia de todos os quantos desejam estar perante rádios tão antigos e raros como os da exposição. Ainda assim e indo ao encontro da nossa predilecção pelos exemplares que denotam o design de época streamline, deixamos uma pequena amostra daquilo que poderá ser visionado no Radiolandia. 







sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O Presépio

O calendário está a chegar àquele mês em que as cidades se enchem de luz e ficam imbuídas de um espírito muito especial. O Porto já tem na agenda de 2017 a data certa para ligar as iluminações de Natal, por isso, no dia 1 de Dezembro, a partir das 17h30, a Invicta passará a presentear os portuenses e todos os seus visitantes com um ambiente natalício que promete fazer furor. Até ao dia 7 de Janeiro do próximo ano, fica o convite, passe pela cidade do Porto e deixe-se contagiar pela quadra em que os comerciantes também dão asas à sua criatividade e decoram as suas montras a preceito, não faltando em muitas o presépio. Há muitos apreciadores destes icónicos cenários que se dão ao cuidado de encetar um périplo à descoberta das mais belas decorações e há alguns que levam tão a peito a adoração que coleccionam objectos relacionados com o Natal. Os presépios serão talvez aqueles que reúnem mais coleccionadores e, pela qualidade e dimensão da sua colecção, já se tornou imperioso referir Maria Cavaco Silva como uma referência para este tema. A recentemente intitulada "madrinha dos portugueses", por vezes, torna público todo o seu espólio, com centenas de peças originárias de vários pontos do globo, por isso é uma questão de se estar atento para perceber se este ano existirá alguma exposição disponível. 


Presépio "Palheiros da Costa Nova" por Bárbara Machado

A diversidade de uma colecção só é possível devido à existência de artistas e artesãos dotados de uma imaginação sem limites que lhes permite executar obras diferenciadas, isto sem fugir à essência e significado que os coleccionadores também procuram num presépio. Uma vénia! O nosso destaque, a nível nacional, vai para Bárbara Machado, com o seu projecto Miniaturas em Fósforo, pela minúcia aplicada aos seus trabalhos e pelos resultados surpreendentes que alcança. Um presépio num Palheiro da Costa Nova?! A cabeça de Bárbara disse-lhe que era possível e as suas mãos executaram a obra com uma perfeição e realismo assinaláveis. 


A lâmina de barbear esculpe a madeira de um fósforo e o resultado final surpreende

Bárbara desenvolve trabalhos com as mais variadas temáticas e, para tal, utiliza como matéria prima a madeira constituinte de um fósforo. A sua visão de lince e uma lâmina auxiliam as mãos talentosas a esculpir pequenas figuras humanas, inseridas em cenários encantadores. O pormenor desejado obriga a que os dedos estejam em contacto com o objecto cortante e isso acarreta mazelas físicas, as quais acrescentam ainda mais valor ao resultado final. O reconhecimento deste talento é perceptível através de inúmeros testemunhos deixados nas redes sociais e foi numa dessas referências que encontrámos o trabalho do italiano Giovanni Cardiero, o nosso destaque internacional para esta arte de executar presépios. 


O presépio, em pedra, inserido num relógio enferrujado 

É desde a cidade italiana de Nápoles que Giovanni brinda os apreciadores de presépios com uns modelos bastante peculiares. As figuras que compõem as suas peças basilares são feitas em pedra e apresentam-se em formato miniatura, sendo uma das derivações nos seus trabalhos do nosso encantamento total. Giovanni utiliza velharias, inoperacionais para a sua função original, mas que demonstram ainda ter utilidade ao chegarem a umas mãos tão talentosas. Reciclando e dando nova vida a objectos antigos, é conseguido um efeito final impactante e muito do agrado dos coleccionadores. 



Exemplares inseridos em cafeteiras antigas

Caso pretendam aceder a mais fotografias dos autores, retratando as suas obras, basta seguirem as hiperligações inseridas no artigo. É para nós um regalo perceber a criatividade sem limites e que surgem surpresas a cada fotografia visionada. Foi um prazer contribuir para a divulgação destes trabalhos artísticos e esperamos ter já despertado o espírito natalício em todos vós. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Jardins do Muro

Quem vai do Porto em direcção ao Norte e escolhe percorrer a Estrada Nacional 14, ao passar pela localidade de Castêlo da Maia, com grande facilidade, percebe estar em terra de gente que dá valor às antiguidades, velharias e peças de coleccionismo. Esta característica, que muito valorizamos, claro está, é perceptível pela significativa presença de lojas da especialidade, à beira da estrada e pela presença de inúmeros anúncios à Feira de Antiguidades e Velharias local , evento que, frequentemente, anda de boca em boca entre os apreciadores. Com isto tudo, não esquecer que estamos em terras do antigo Tertúlia Castelense, por isso, máximo respeito, pois, ainda que não com a extensão merecida, estamos a escrever acerca de um espaço de diversão nocturna mítico, inesquecível e inspirador que levou muitos de nós a dar valor ao que é antigo, elevando os respectivos objectos coleccionáveis "àquela" adoração. 


Visão de sonho para os apreciadores

Um pouco mais à frente, assim que passar o cruzamento da Nordesfer, também conhecido pelas longas filas de trânsito que proporciona, poderá encontrar o peculiar Jardins do Muro. Este é um amplo espaço, localizado na freguesia trofense de Muro, que oferece um naipe único de produtos: lenha e similares, mobiliário e acessórios para o jardim, campismo e praia, plantas ornamentais e... velharias, muitas velharias. A forma como estas relíquias se apresentam faz as delícias daqueles que preferem o modo freestyle para encontrarem o tesouro que lhes faz reluzir os olhos. 


Um mar de oportunidades a perder de vista

Perante a imensidão de peças disponíveis a única certeza é a de que vai encontrar um pouco de tudo, por isso, qualquer que seja o objectivo do garimpo, a viagem nunca será em vão. Com orientação de Fátima Gomes, reserve algum tempo para as suas tarefas, pois o espaço é extenso e bem abonado. Aproveite o ambiente bucólico circundante para se deixar envolver completamente pelo mar de oportunidades, mas, não amoleça, prepare a sua capacidade negocial para quando chegar a altura do pagamento. Bom, na verdade, esta parte é indissociável da essência de quem compra e vende nesta área e é o frisson sentido que complementa o prazer. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Resort Empresarial

A antiga fábrica de tecidos em seda Lionesa (1944) tem no actual Centro Empresarial um fiel representante da sua bem sucedida dinâmica de negócio. No passado, no presente e antevendo o futuro, Lionesa é sinónimo de pioneirismo, de investimento arrojado e de sucesso conquistado com muita visão de mercado. Uma das referências da industria têxtil portuguesa sofreu um processo de metamorfose e agora vê o seu legado dar lugar a um "Resort Empresarial", um inovador espaço que agrega quase cem empresas dos mais variados ramos de actividade. Alguns dos nomes que escolheram alojar-se em Leça do Balio já se tornaram conhecidos de todos: Uber, Farfetch, Vestas, N Drive, Maersk, Vorwerk, Hilti e outros há que estão na forja para se juntarem a este lote de empresas mais reconhecidas pelo grande público. 



Se julgávamos que o atrevimento na inovação, por parte dos dinamizadores do centro empresarial, iria ficar pelo que é possível observar hoje, pasmados ficamos ao percebermos o projecto em curso para aquele espaço, à beira rio Leça plantado. Até 2025 está prevista a implementação de uma verdadeira cidade criativa, com condições de trabalho do mais avançado que há em Portugal e que prometem surpreender mesmo os mais habituados a estas andanças. Não será ao acaso a utilização actual do termo Resort Empresarial para definição do espaço, é verdadeiramente galopante o interesse suscitado, tanto em locais como na imensidão de estrangeiros que nos visitam.


Marmita Point

Actualmente, a decoração adoptada é contrastante com a tecnologia e perspectivas futuristas omnipresentes nos negócios que por ali se desenvolvem. Desengane-se quem pensa que o ambiente é robotizado, não, o conceito adoptado enveredou pelo poder do contraste e é muito curiosa a presença de antiguidades, de pinturas com ícones vintage, entre outras peculiaridades de outras épocas. O local destinado às refeições de quem leva a marmita para o trabalho dá o mote para um pequeno apanhado fotográfico daquilo que, naturalmente, nos saltou à vista, mas esperamos com este artigo ter aberto o apetite para a insubstituível visita presencial. 






Um presente, altamente tecnológico, que não esquece um passado que o inspira:

Rua Lionesa, 4465 - 671
Leça do Balio
Portugal