terça-feira, 10 de outubro de 2017

Jorge Lima Cabeleireiro(s)

Assinar o nome pessoal como marca do negócio em que se acredita é uma enorme demonstração de confiança no talento próprio. Quando se escreve sobre um cabeleireiro, actividade na qual senhoras e senhores procuram profissionais capazes de potenciar as suas características naturais de beleza, a coragem descrita assume relevo significativo. Confiante do seu talento como cabeleireiro, Jorge Lima deu o nome a uma marca que se transformou numa referência na arte de tratar dos cabelos e no acto altruísta de passar ensinamentos através da formação de novos cabeleireiros em centro próprio. Já são mais de seis décadas a disseminar um estilo, que vai para além dos salões e chega ao mundo da moda, da cultura e do espectáculo, por tudo isto o Cabeleireiro pluralizou-se e passou a Cabeleireiros, mas sempre com a assinatura Jorge Lima agregada.


Jorge Lima Cabeleireiro(s) "republicitado" por nós através de um anúncio dos anos sessenta

Os pilares em que assenta toda a estrutura montada são o reflexo do perfil do criador, um apaixonado pela actividade, um cavalheiro no trato, que fazia uso da liberdade criativa para ir ao encontro das pretensões do cliente. O talento teve continuidade na família, por isso temos a garantia de que continuaremos a ver o nome Lima associado aos cabeleireiros mais solicitados da cidade do Porto. Hoje em dia, as redes sociais permitem perceber o impacto que determinada marca tem junto do seu público, através dos comentários e avaliações e o que se pode constatar acerca da Jorge Lima Cabeleireiros é que tem uma legião de admiradores, na figura de clientes e formandos, pelos serviços entretanto diversificados. Elle Macpherson e Cláudia Schiffer são apenas dois dos inúmeros nomes mediáticos que figuram na galeria dos famosos que já experimentaram o estilo Jorge Lima e funcionam como um atestado de qualidade, mas nestas andanças não há nada como experimentar. Na Praça de Liége (98 a 112E), na Praça da Batalha (137 1º) ou na Rua Gonçalo Cristovão (124) poderá aceder à "história de sucesso" aqui abordada.

A Boa Reguladora

A antiguidade e longevidade de uma empresa, por norma, denunciam que os seus produtos têm qualidade e são fiáveis. Tratando-se de relógios, em que o desempenho das máquinas terá de ser irrepreensível para que os ponteiros não falhem com as horas, ainda mais se imagina fazer sentido a máxima acima assinalada. A Boa Reguladora foi fundada em 1892, por José Gomes Carvalho e acredita-se ter sido a primeira fábrica da Península Ibérica a dedicar-se ao fabrico de relógios. A primeira oficina da marca ou "fabriqueta" foi instalada na cidade do Porto e isto talvez se tenha devido ao facto do primeiro sócio de José Carvalho ser portuense, para além de ser um expert em relojoaria, profundamente motivado por frequentes viagens para a Suiça.


Uma imagem da Boa Reguladora em Villa Nova de Famalicão (retirada do site da marca)

Com o falecimento do primeiro sócio, poucos anos depois do início do projecto, José Carvalho viu-se obrigado a reinventar um negócio que dava mostras de ser viável e para tal utilizou a mesma estratégia inicial ao unir-se a quem sabia do ofício, apesar de numa primeira fase terem tido um "apêndice" em resultado de uma dívida da anterior parceria. José fez sociedade com o seu irmão, Lino de Carvalho, então conhecido negociante de relojoaria em Famalicão e não demorou até que o negócio se mudasse para aquela região, sendo o seu engrandecimento meteórico, isto, com certeza, em resultado das boas medidas implementadas. Instalou-se a fábrica junto à linha férrea, apostou-se em maquinaria pesada e estabeleceu-se uma relação de parceria com as entidades locais, muito agradadas com o recrutamento de mão de obra e a disponibilidade para modernizar a região. A Boa Reguladora prosperou no negócio dos relógios e soube aproveitar as suas valências técnicas para diversificar a oferta por áreas tão diversas como a carpintaria, serração, mais tarde os contadores de água e luz e ainda algumas participações modernistas em outras empresas de outros ramos.


Curioso documento, de 1933, por norma colado na parte de trás dos relógios

Os relógios da A Boa Reguladora ainda hoje são passíveis de observação em algumas estações de caminho de ferro da CP (na de Famalicão, por exemplo e como não poderia deixar de ser) ou postos dos CTT e transformaram-se em peças icónicas de decoração urbana, descreva-mo-las assim. Um barómetro para aferir do sucesso desta marca junto dos portugueses é perceber o quão frequente é encontrarem-se exemplares de relógios nas casas de familiares e amigos. Quem nunca se surpreendeu com as sonoras badaladas ou melodias de um relógio de parede ou de coluna?! Regalo de uns; incómodo para outros, o certo é que este tipo de relógios enraizou-se a dada altura em Portugal e faz parte do imaginário daquilo que seriam as casas portuguesas de antigamente. A Boa Reguladora é também uma marca muito particular por ter sido resgatada, das mãos de investimento estrangeiro ou de um mais que certo desaparecimento, por antigos funcionários que não se resignaram e, estoicamente, conseguiram reavivar, com sangue nacional, um nome que faz parte de um certo património industrial. Actualmente e através da empresa criada (Regularfama) para trabalhar a marca é possível recuperar peças antigas, adquirir exemplares mais modernos e até visitar as instalações históricas da A Boa Reguladora, em Famalicão, pois é lá que a actividade é exercida. 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Apesar dos seus 70 anos: cavalinho rampante

Os 70 anos do "cavalinho" não o impedem de permanecer na sua posição rampante e a Ferrari continua assim a ser uma das marcas mais valiosas no mercado de luxo e os seus produtos dos mais desejados. A maioria das pessoas apenas pode mesmo desejar um Ferrari, ter já é só para alguns, tais são os valores que lhe são aportados, mas o merchandising da marca sempre vai disponibilizando uns artigos altamente coleccionáveis, mais em conta e que dão para absorver um quinhão do prazer em ostentar o "cavalinho". 


Lápis com as cores icónicas da Ferrari

Foi em 1947 que a história da Ferrari se começou a desenhar e o uso deste termo não é ao acaso, pois a execução, nesse ano, do modelo 125 S (1500cc - 12 cilindros) marcou o materializar do sonho de Enzo Ferrari (1898 - 1988) em se lançar no mundo automóvel com um negócio bem estruturado e duradouro. Ferrari teve várias experiências prévias, que lhe permitiram ir engendrando o projecto daquela que viria a ser uma marca de sucesso estrondoso, das quais se destacam a sua incursão pela Alfa Romeo e alguns projectos próprios semente. Dotado de uma visão empresarial extraordinária, Enzo Ferrari aliou a bem sucedida competição nas pistas à ousada competição nos mercados comerciais, por isso foram vários os modelos de automóveis lançados que rapidamente se transformaram em ícones pela sua estética. O Ferrari Testarrosa ou o F40 são apenas dois exemplos, mas muitos outros poderíamos referir, bem como será interessante lembrar a genial utilização das cores como estratégia de incremento das vendas. Quem é que não queria um Ferrari amarelo?


Curiosas borrachas em forma de jantes

A Ferrari tem em Portugal uma legião de adoradores assinalável, ainda se lembram de ter sido noticiado por toda a Europa que por Felgueiras estaria o maior número de carros da marca, tendo em conta determinado rácio?! Talvez esta notícia fosse um pronúncio das "fake news" actuais, mas, isto é verdade, em Portugal existe um clube de proprietários Ferrari, o Clube Scuderia Rampante, organização que leva a todo o território alguns dos exemplares mais extraordinários da marca, através de ocasionais eventos. Não sabemos se existe algum Ferrari Dino em Portugal, mas este modelo seria aquele que escolheríamos para dar umas voltas, mas isto só até se esgotarem os cinco euros de gasolina previamente abastecidos...

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mercearia e Confeitaria Africana

Estão a ver o projecto lisboeta "Lojas com História"?! Não?! Aquele louvável movimento que agrega sinergias, de vários quadrantes, com o propósito de proteger os espaços comerciais históricos e atribuidores de identidade única à capital... Esse mesmo! A Câmara Municipal de Lisboa desenvolveu este mecanismo de apoio aos comerciantes e presta-lhes apoio, de diversa ordem, financeiro, claro, mas também ao nível da identidade corporativa, em parceria com a Faculdade de Belas Artes. Entre outras intervenções, tudo é realizado mediante determinados requisitos, como é evidente, mas, aparentemente, o projecto está tão bem pensado que já há tentativas para replicar o modelo em outras cidades do país, como no Porto, a título de exemplo, com o projecto "Porto de Tradição". Há uma circunvalação que separa a Invicta da cidade e concelho de Matosinhos, por isso pode ser que com esta proximidade, tantas vezes responsável por deixar confusos forasteiros e até locais, haja um efeito de contágio e esta sensibilidade para com o tipo de património abordado chegue ao lado matosinhense. As Eleições Autárquicas 2017 estão à porta, o que será uma excelente oportunidade para atentar nas promessas eleitorais dos candidatos e decidir o destino mais salutar para as cidades de Portugal, tão diferenciadas e ricas em identidades próprias.


Fachada da Mercearia e Confeitaria Africana

Pertencente ao concelho de Matosinhos, é em São Mamede de Infesta que está localizada a Mercearia e Confeitaria Africana, no Amial, bem perto do campo do Sport Progresso, um espaço comercial com largas décadas de história e que conta estórias na voz da sua proprietária e nos sinais do tempo que ainda mantém. A casa chama a atenção de quem passa, desde logo pela espécie de vitral indicativo do seu nome, naquilo que se poderá considerar um exercício de "lettering" muito bem feito, à época, pelos seus executantes. " - Não imagina a quantidade de vezes que já me quiseram comprar os painéis..." Acreditamos, piamente, nisso, pois são, de facto, muito impactantes, como se pode perceber até por fotografia.



Extraordinária fotografia antiga, indicativa do movimento na Africana

Nos dias que correm a oferta de produtos da Africana resume-se a fruta, legumes e alguns artigos para o lar, mas nem sempre foi assim, como se percebe através da fotografia anexada. Ao que parece, em outros tempos, seriam servidos petiscos e bebidas ao balcão, fazendo jus à fama que ainda hoje permanece pelo Amial do lado matosinhense: petisca-se muito bem! Duas balanças denunciam a venda de produtos a granel e as estantes recheadas indicam a diversidade existente na altura, sendo certo que haveria lugar para os doces e salgados. 





Chá e café com indicação artística da origem

O interior da loja, infelizmente, vai sendo paulatinamente descaracterizado, pois as intervenções de manutenção na estrutura não denotam orientação especializada. A organização interior padece da ausência do mobiliário típico de mercearia antiga, peças que já existiram, mas que foram sendo substituídas sem critério. Ainda assim, são magníficos os elementos decorativos que ainda restam e estes, por si só, merecem uma visita para observação mais detalhada.  



Painéis com pinturas que retratam as origens dos produtos

Segundo a proprietária, o negócio nada tem que ver com o que já foi há quarenta anos atrás, altura em que ficou com a centenária Africana. O actual fraco volume de vendas e o facto de estar sozinha a trabalhar na mercearia causam-lhe desânimo e a nós deixam-nos apreensivos com a possibilidade de fecho do estabelecimento. Pode ser que a já abordada crescente sensibilidade autárquica para com este tipo de património ainda vá a tempo de salvar esta loja histórica, até por se estar a começar a perceber nesta zona do Amial uma relevante presença de turistas, sempre ávidos de encontrar a identidade local através destes lugares. 


Moinho antigo de café

A finalizar, uma curiosidade, ainda na senda das abordagens para compra do espólio da mercearia. Bem escondidos, atrás de uns expositores, encontrámos dois moinhos de café antiquíssimos e a razão apresentada para tal ocultação está nas contínuas ofertas feitas para os adquirirem. Os moinhos funcionam e são muito apetecíveis para os coleccionadores, para os vendedores de antiguidades e para outros comerciantes que os querem para decoração, daí o constante corrupio de potenciais compradores na Africana.

domingo, 24 de setembro de 2017

Coleção Mendes

A vila alentejana do Redondo é conhecida pelos vinhos de eleição e pela apetitosa e variada gastronomia, representativa de toda uma região e chamariz para a visita dos forasteiros de apetite voraz. O Redondo é também a terra dos artesãos de hábeis mãos, é um lugar onde a história pulsa e se adorna até com monumentos megalíticos, imagine-se, mas o que faz este lugar realmente especial é a genuinidade das pessoas que o habitam. Esta salutar característica não vem descrita com pormenor nos folhetos informativos que alimentam a indústria do turismo e ainda bem, pois toda aquela identidade é para ser sentida presencialmente. Não faltam motivos para uma visita ao Redondo, para quem prefere seguir os roteiros institucionalizados, o Ruas Floridas de Redondo, por exemplo, será um evento a colocar na agenda, mas nós vamos deixar uma sugestão alternativa que promete não defraudar quem se atrever a optar por uma incursão diferente. 


Clarimundo Bota Mendes

Foi em Agosto de 2014 que o Sr. Mendes, figura conhecida e estimada no Redondo, inaugurou o Museu Privado, um amplo espaço, totalmente preenchido com peças antigas que abrangem as mais diversas áreas. Os carros antigos sempre foram uma paixão deste coleccionador e pelas suas mãos já passaram modelos tão icónicos como um Ford Anglia, um Austin-Healey Sprite ou o Citroën DS 21, por isso não é de admirar que seja um Citroën 11 CV, de 1947 e conhecido em Portugal como "arrastadeira" a abrilhantar toda a colecção. 




Clarimundo Mendes e o seu Citroën 11 CV

Ninguém ficará indiferente a este extraordinário automóvel e é um regalo perceber que, para além de estar exposto no Museu Privado, ainda passeia toda a sua classe pelo Redondo. A colecção do Sr. Mendes reflecte muitas das suas vivências e os seus tempos de tropa e a sua paixão pela música assumem evidente protagonismo. Exímio tocador de acordeão, é frequente pegar num dos exemplares de que dispõe na sua colecção e aceder aos inúmeros convites para participar em animados convívios com gentes da terra, programas onde não falta a boa comida, acompanhada, a preceito, por bons vinhos e histórias de outros tempos.


Toda a identidade de uma região numa simples fotografia

A Coleção Mendes não obedece a um critério de coleccionáveis, por isso o que está exposto abrange diversas áreas e estas são tão distintas como a política, as forças armadas, a música, os automóveis clássicos, a escola antiga, a costura... Este é um espaço de memórias que o Sr. Mendes continua a fazer crescer, com muita dedicação e para tal percorre tudo o que são lojas de antiguidades e feiras, assumindo-se também como um salvador de património, ao evitar a ida de muitas relíquias para o lixo e um agradecido receptador a quem pretender delegar-lhe a missão de preservar aquela peça especial, mas que perdeu lugar lá em casa.


Candeeiros a petróleo e restante colecção em fundo

Caso pretenda conhecer o Museu Privado de Clarimundo Mendes saiba que apenas terá de agendar a sua visita, por mensagem de correio electrónico (cbmendes007@gmail.com) e que não lhe será cobrado qualquer valor pela entrada. Será, sim, um programa diferente de visita à vila do Redondo, com a localização do espaço muito central a facilitar a orientação (Travessa do Galheto) e será ainda uma oportunidade única para aceder a preciosas dicas, por parte de um local e profundo conhecedor da região, de modo a alcançar uma plena experiência de lugar. 


Uma visita sempre acompanhada e relatada pelo coleccionador

Dada a raridade e espectacularidade de algumas das peças presentes na colecção, é natural que isto possa suscitar o interesse para as mais diversas finalidades, por isso dizer ainda que há disponibilidade para promover o aluguer, sendo que para mais informações deverão contactar o prezado coleccionador Clarimundo Bota Mendes. É sempre um prazer contribuir para a divulgação de projectos que, para além da óbvia paixão pelo coleccionismo que exultam, pretendem mostrar às gerações mais jovens a Memorabilia d'Antigamente que vai fazendo parte da nossa história. Felicitações!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Publicidade Antiga

A "publicidade antiga" é um dos temas no ramo das antiguidades que suscitam mais interesse e as razões para tal são diversificadas. Há pessoas que se dedicam ao estudo da evolução nas técnicas publicitárias e procuram documentos para fundamentar as suas teses, outros fazem colecção de peças com publicidade e tentam encontrar "aquela" relíquia, há ainda aqueles que usam o legado publicitário para decoração e o que fornecer mais impacto é que tem interesse e outros gostam apenas de recordar outros tempos e respectivas marcas de então. Certo é que toda a arte imposta nos trabalhos publicitários não deixa ninguém indiferente, por isso estão todos convidados a percepcionar a plasticidade publicitária, demonstrada ao longo dos tempos e que está patente nas imagens apresentadas de seguida.

Pasta de dentes Kolynos


Margarina Vaqueiro


Acetona Atrix


Rei Sport


Ted Lapidus


Cremes Pond's


A Prestcold "republicitada"


Fábrica de Produtos Estrela


Madame Campos


Marianela


Kemt


Maclean


Saltratos Rodel


Waldorf


Alfa


Tokalon


Walt Disney


Peça decorativa com publicidade antiga


Ainda que sem datação nos trabalhos ou grandes incursões científicas, através da dispersão de imagens apresentada percebe-se como a publicidade acompanha as correntes artísticas de época, seja ao nível de uma ilustração, de uma fotografia ou até dos textos elaborados. A publicidade antiga é uma das áreas pelas quais nos sentimos mais atraídos no mundo das antiguidades e coleccionismo e é por essa razão que vamos acompanhando alguns grupos de vendas no Facebook. Temos muito gosto em divulgar dois desses grupos, pois destacam-se dos demais pelos interessantíssimos artigos que vão sendo colocados e aprovados para as avaliações de diversa ordem. Publicidade Antiga Portuguesa e Memorabilia d'Antigamente são os nossos destaques e para os visitarem bastará clicarem na hiperligação criada nas denominações ou, então, pesquisarem directamente na referida rede social. Estamos convencidos de que irão ser surpreendidos pelos artigos apresentados e talvez sejam até tentados a adquirir uma ou outra peça que por lá aparecem: são irresistíveis! 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

(Rotunda dos) Produtos Estrela

A presença da Fábrica dos Produtos Estrela no Porto é de abordagem muito interessante. É inquestionável a importância que a fábrica teve para a cidade ao nível da empregabilidade e estatuto adquirido pela qualidade dos diversificados produtos fabricados. Já muito se escreveu sobre tudo isso! O edifício que albergou a fábrica ainda existe, em tempos, chegou mesmo a receber a Moviflor, mas quis o acaso que a falência fosse também o destino deste negócio. Na época alta da Fábrica dos Produtos Estrela a imponência do edifício era de realçar, com uma excelente visibilidade para quem passa nas vias que o circundam ninguém lhe ficava indiferente e a prova está no baptismo eterno recebido pela "Rotunda dos Produtos Estrela". Apenas uma curiosidade para enquadrar um anúncio, retirado de uma revista dos anos cinquenta do século passado, em que é possível perceber que as máquinas e acessórios para forrar botões também faziam parte do cardápio da fábrica.


Anúncio de revista a um dos produtos fabricados na PE