domingo, 26 de novembro de 2017

Radiolandia - Museu do Rádio

E o sonho tornou-se realidade... Manuel Silva é natural de Bustos, em Oliveira do Bairro e foi um conhecido comerciante e técnico de rádios daquela terra. Em plenos anos cinquenta, Manuel começou a coleccionar os rádios antigos que os clientes deixavam na sua loja, depois de estes adquirirem peças mais modernas. Ao longo dos anos, em resultado da sua colecta e através de doações, o coleccionador angariou, aproximadamente, o assinalável número de 1500 exemplares. Sabedor da importância da rádio, em especial, a determinada altura de um Portugal pouco desenvolvido, "Manuel dos rádios" interiorizou que iria levar a sua "obsessão" até ao limite e este limite seria a colocação do espólio num museu, de modo a que as gerações vindouras pudessem aceder à história do meio de comunicação que, em outros tempos, tanta representatividade teve no país. Este homem de iniciativas, que o levaram, por exemplo, a emigrar para os Estados Unidos da América, chegou a ter uma exposição privada, passível de ser visitada por marcação, mas o reconhecimento merecido e a elevação da colecção a um patamar de outro nível chegou finalmente.


Museu do Rádio

Localizado num edifício emblemático, na antiga Escola Primária de Bustos, o referenciado como único museu do rádio em Portugal teve um forte investimento autárquico para receber de forma condigna todo o acervo do dono da loja emblemática local Radiolandia. Tudo bateu certo neste projecto com o mesmo nome e o resultado desta sintonia está disponível para ser visitado e para ser interpretado à luz das premissas em que foi desenvolvido e que acima apontámos. Com certeza, esta foi uma boa aposta das entidades locais e os dividendos não tardarão a chegar, pois serão muitos aqueles que terão o maior prazer em fazer uma incursão por tão valiosa agregação de preciosidades. 


Vista para alguns dos exemplares expostos

Por muitas fotografias que partilhasse-mos não iríamos conseguir saciar a curiosidade e satisfazer a ânsia de todos os quantos desejam estar perante rádios tão antigos e raros como os da exposição. Ainda assim e indo ao encontro da nossa predilecção pelos exemplares que denotam o design de época streamline, deixamos uma pequena amostra daquilo que poderá ser visionado no Radiolandia. 







sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O Presépio

O calendário está a chegar àquele mês em que as cidades se enchem de luz e ficam imbuídas de um espírito muito especial. O Porto já tem na agenda de 2017 a data certa para ligar as iluminações de Natal, por isso, no dia 1 de Dezembro, a partir das 17h30, a Invicta passará a presentear os portuenses e todos os seus visitantes com um ambiente natalício que promete fazer furor. Até ao dia 7 de Janeiro do próximo ano, fica o convite, passe pela cidade do Porto e deixe-se contagiar pela quadra em que os comerciantes também dão asas à sua criatividade e decoram as suas montras a preceito, não faltando em muitas o presépio. Há muitos apreciadores destes icónicos cenários que se dão ao cuidado de encetar um périplo à descoberta das mais belas decorações e há alguns que levam tão a peito a adoração que coleccionam objectos relacionados com o Natal. Os presépios serão talvez aqueles que reúnem mais coleccionadores e, pela qualidade e dimensão da sua colecção, já se tornou imperioso referir Maria Cavaco Silva como uma referência para este tema. A recentemente intitulada "madrinha dos portugueses", por vezes, torna público todo o seu espólio, com centenas de peças originárias de vários pontos do globo, por isso é uma questão de se estar atento para perceber se este ano existirá alguma exposição disponível. 


Presépio "Palheiros da Costa Nova" por Bárbara Machado

A diversidade de uma colecção só é possível devido à existência de artistas e artesãos dotados de uma imaginação sem limites que lhes permite executar obras diferenciadas, isto sem fugir à essência e significado que os coleccionadores também procuram num presépio. Uma vénia! O nosso destaque, a nível nacional, vai para Bárbara Machado, com o seu projecto Miniaturas em Fósforo, pela minúcia aplicada aos seus trabalhos e pelos resultados surpreendentes que alcança. Um presépio num Palheiro da Costa Nova?! A cabeça de Bárbara disse-lhe que era possível e as suas mãos executaram a obra com uma perfeição e realismo assinaláveis. 


A lâmina de barbear esculpe a madeira de um fósforo e o resultado final surpreende

Bárbara desenvolve trabalhos com as mais variadas temáticas e, para tal, utiliza como matéria prima a madeira constituinte de um fósforo. A sua visão de lince e uma lâmina auxiliam as mãos talentosas a esculpir pequenas figuras humanas, inseridas em cenários encantadores. O pormenor desejado obriga a que os dedos estejam em contacto com o objecto cortante e isso acarreta mazelas físicas, as quais acrescentam ainda mais valor ao resultado final. O reconhecimento deste talento é perceptível através de inúmeros testemunhos deixados nas redes sociais e foi numa dessas referências que encontrámos o trabalho do italiano Giovanni Cardiero, o nosso destaque internacional para esta arte de executar presépios. 


O presépio, em pedra, inserido num relógio enferrujado 

É desde a cidade italiana de Nápoles que Giovanni brinda os apreciadores de presépios com uns modelos bastante peculiares. As figuras que compõem as suas peças basilares são feitas em pedra e apresentam-se em formato miniatura, sendo uma das derivações nos seus trabalhos do nosso encantamento total. Giovanni utiliza velharias, inoperacionais para a sua função original, mas que demonstram ainda ter utilidade ao chegarem a umas mãos tão talentosas. Reciclando e dando nova vida a objectos antigos, é conseguido um efeito final impactante e muito do agrado dos coleccionadores. 



Exemplares inseridos em cafeteiras antigas

Caso pretendam aceder a mais fotografias dos autores, retratando as suas obras, basta seguirem as hiperligações inseridas no artigo. É para nós um regalo perceber a criatividade sem limites e que surgem surpresas a cada fotografia visionada. Foi um prazer contribuir para a divulgação destes trabalhos artísticos e esperamos ter já despertado o espírito natalício em todos vós. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Jardins do Muro

Quem vai do Porto em direcção ao Norte e escolhe percorrer a Estrada Nacional 14, ao passar pela localidade de Castêlo da Maia, com grande facilidade, percebe estar em terra de gente que dá valor às antiguidades, velharias e peças de coleccionismo. Esta característica, que muito valorizamos, claro está, é perceptível pela significativa presença de lojas da especialidade, à beira da estrada e pela presença de inúmeros anúncios à Feira de Antiguidades e Velharias local , evento que, frequentemente, anda de boca em boca entre os apreciadores. Com isto tudo, não esquecer que estamos em terras do antigo Tertúlia Castelense, por isso, máximo respeito, pois, ainda que não com a extensão merecida, estamos a escrever acerca de um espaço de diversão nocturna mítico, inesquecível e inspirador que levou muitos de nós a dar valor ao que é antigo, elevando os respectivos objectos coleccionáveis "àquela" adoração. 


Visão de sonho para os apreciadores

Um pouco mais à frente, assim que passar o cruzamento da Nordesfer, também conhecido pelas longas filas de trânsito que proporciona, poderá encontrar o peculiar Jardins do Muro. Este é um amplo espaço, localizado na freguesia trofense de Muro, que oferece um naipe único de produtos: lenha e similares, mobiliário e acessórios para o jardim, campismo e praia, plantas ornamentais e... velharias, muitas velharias. A forma como estas relíquias se apresentam faz as delícias daqueles que preferem o modo freestyle para encontrarem o tesouro que lhes faz reluzir os olhos. 


Um mar de oportunidades a perder de vista

Perante a imensidão de peças disponíveis a única certeza é a de que vai encontrar um pouco de tudo, por isso, qualquer que seja o objectivo do garimpo, a viagem nunca será em vão. Com orientação de Fátima Gomes, reserve algum tempo para as suas tarefas, pois o espaço é extenso e bem abonado. Aproveite o ambiente bucólico circundante para se deixar envolver completamente pelo mar de oportunidades, mas, não amoleça, prepare a sua capacidade negocial para quando chegar a altura do pagamento. Bom, na verdade, esta parte é indissociável da essência de quem compra e vende nesta área e é o frisson sentido que complementa o prazer. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Resort Empresarial

A antiga fábrica de tecidos em seda Lionesa (1944) tem no actual Centro Empresarial um fiel representante da sua bem sucedida dinâmica de negócio. No passado, no presente e antevendo o futuro, Lionesa é sinónimo de pioneirismo, de investimento arrojado e de sucesso conquistado com muita visão de mercado. Uma das referências da industria têxtil portuguesa sofreu um processo de metamorfose e agora vê o seu legado dar lugar a um "Resort Empresarial", um inovador espaço que agrega quase cem empresas dos mais variados ramos de actividade. Alguns dos nomes que escolheram alojar-se em Leça do Balio já se tornaram conhecidos de todos: Uber, Farfetch, Vestas, N Drive, Maersk, Vorwerk, Hilti e outros há que estão na forja para se juntarem a este lote de empresas mais reconhecidas pelo grande público. 



Se julgávamos que o atrevimento na inovação, por parte dos dinamizadores do centro empresarial, iria ficar pelo que é possível observar hoje, pasmados ficamos ao percebermos o projecto em curso para aquele espaço, à beira rio Leça plantado. Até 2025 está prevista a implementação de uma verdadeira cidade criativa, com condições de trabalho do mais avançado que há em Portugal e que prometem surpreender mesmo os mais habituados a estas andanças. Não será ao acaso a utilização actual do termo Resort Empresarial para definição do espaço, é verdadeiramente galopante o interesse suscitado, tanto em locais como na imensidão de estrangeiros que nos visitam.


Marmita Point

Actualmente, a decoração adoptada é contrastante com a tecnologia e perspectivas futuristas omnipresentes nos negócios que por ali se desenvolvem. Desengane-se quem pensa que o ambiente é robotizado, não, o conceito adoptado enveredou pelo poder do contraste e é muito curiosa a presença de antiguidades, de pinturas com ícones vintage, entre outras peculiaridades de outras épocas. O local destinado às refeições de quem leva a marmita para o trabalho dá o mote para um pequeno apanhado fotográfico daquilo que, naturalmente, nos saltou à vista, mas esperamos com este artigo ter aberto o apetite para a insubstituível visita presencial. 






Um presente, altamente tecnológico, que não esquece um passado que o inspira:

Rua Lionesa, 4465 - 671
Leça do Balio
Portugal

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

As francesinhas que são uma "Senna"...

Há catorze anos que a Rua da Torrinha é perfumada pelo aroma, inconfundível, de uma das iguarias mais conhecidas e procuradas na cidade do Porto. As francesinhas do restaurante O Afonso rapidamente ficaram conhecidas entre os portuenses, pois, para além da evidente boa confecção, têm uma aura a envolvê-las que é impossível de replicar. Aos poucos, a história desta casa vai-se desvendando e vai sendo conhecida a razão pela qual o sabor das suas francesinhas denuncia saber familiar e legado da própria cidade. Miguel Afonso é o homem que dá nome ao restaurante e pelas suas mãos passam todas as francesinhas que chegam às mesas, para além disso, é filho do dono do antigo Café Luso e foi neste local histórico que cedo começou a aprender os truques do ofício. Aos nove anos Afonso já era sabedor da importância de ter um bom prato para afamar a casa e durante mais de trinta anos viu sendo aprimorada a receita do pitéu portuense, até que surgiu a oportunidade de ter um primeiro negócio próprio, o Pontual, espaço ainda existente e que hoje tem a gerência do irmão. 


Restaurante O Afonso
(Créditos da fotografia O Afonso)

Desde que o cheiro da francesinha do O Afonso chegou ao nariz de Anthony Bourdain que o restaurante passou a figurar no topo das preferências daqueles que querem degustar aquele manjar. Hoje em dia é banal dizer-se que determinada francesinha é a melhor - até a melhor do mundo, imagine-se - mas parem de o fazer, pois isso é uma falácia. O que faz determinada iguaria destas ser especial é o sabor, claro, mas também a experiência proporcionada pelo lugar onde é servida e Bourdain encontrou no O Afonso um petisco libidinoso para a sua food porn e um ambiente pitoresco. Diz-se, meio em surdina, que até um elemento vegetariano da equipa de filmagens não resistiu a comer uma francesinha e isto sem pôr para o lado nenhum dos ingredientes que a compõem. 


Uma parede do restaurante a merecer atenção especial
(Créditos da fotografia O Afonso)

A afluência de clientes ao restaurante disparou com a projecção dada pelo programa de televisão Parts Unknown e Afonso não se limitou a recolher os louros, submetendo o espaço a obras de beneficiação para receber melhor quem o visita. Uma preocupação generalizada da clientela mais frequente foi a de saber se a extraordinária colecção dedicada a Ayrton Senna se mantinha no lugar, mas, felizmente, nada se alterou e o "pequeno museu" continua a merecer lugar de destaque na sala para descanso dos admiradores. 


Diversos objectos relacionados com o piloto brasileiro
(Créditos da fotografia O Afonso)

A colecção de Afonso começou em 1989, depois de no ano anterior ter visto o piloto ser campeão do mundo. Com grande altruísmo, o coleccionador impôs a si mesmo o objectivo de conseguir ter um espaço onde pudesse partilhar o espólio com os seus clientes e aquele aí está. Nas vitrinas do restaurante O Afonso poderá apreciar miniaturas de todos os carros pilotados por Ayrton Senna, uma estatueta representativa dos festejos do piloto na sua primeira vitória do grande prémio do Brasil, em  1991, entre outras preciosidades. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A pateira de caiaque

A sigla MAR tem correspondência feliz à denominação social da NELO e, como que por predestinação, refere-se também às iniciais de Manuel Alberto Ramos. Em finais dos anos setenta (1978) Portugal vivia ainda os primeiros tempos de uma nova conjuntura generalizada e foram muitos aqueles que tentaram aproveitar as oportunidades e se aventuraram em negócios próprios. Mas quem é que se iria lembrar de começar a produzir caiaques? Ora, Manuel Ramos! A certeza de que estava perante águas navegáveis levou "Nelo" a enveredar por esta área de negócio, com toda a confiança e o seu sucesso tem ecoado, com estrondo, por todo o mundo. A fórmula vencedora não é segredo para ninguém, pois Manuel Ramos não se coíbe de a divulgar nas suas aparições na imprensa: perfeccionismo, inovação e um espírito competitivo só comparável ao dos grandes campeões serão os principais elementos. A visão empreendedora está implementada na empresa e é facilmente perceptível através do arrojo com que a NELO vai passar a diversificar a sua oferta de produtos e serviços, saindo, deste modo, do seu caiaque de conforto. Não, desta vez não vamos enumerar as medalhas já ganhas pelos atletas/clientes da NELO; sim, desta vez o protagonismo vai todo para a empresa vila condense que está prestes a completar os seus 40 anos. Como não poderia deixar de ser, a data vai ser celebrada dando mais um passo rumo ao crescimento sustentado e, para tal, estará para breve a inauguração das novas instalações. Estando de férias ou a trabalhar, é natural que passe pelo lugar onde irá instalar-se a NELO, na zona industrial da Varziela, por isso, numa próxima ocasião, aperceba-se da magnitude do projecto e entenda a razão de ser do investimento milionário. Pela calada, que é como quem diz, sem grandes alaridos nacionais em muito devido à particularidade do negócio, a empresa e a marca vão crescendo e prometem vincar, ainda mais, as suas posições de topo no pódio.


Lembrança da Estalagem Pateira (pintada à mão)

Naturalmente, a maioria de nós só pode utilizar um caiaque em modo lazer, por isso e tendo como ponto de partida a bonita peça antiga acima partilhada somos levados a sugerir um destino de eleição para a sua prática. A Pateira de Fermentelos é a maior lagoa natural da Península Ibérica, abrangendo os concelhos de Águeda (maioritariamente), Aveiro e Oliveira do Bairro e tem na Estalagem da Pateira o local perfeito para o seu desfrute. Com uma localização privilegiada, na margem poente da pateira, este hotel oferece uma vista extraordinária para a "A Lagoa Adormecida", como também é conhecido este local idílico. A empresa que gere o negócio foi fundada em 1962, com o primeiro propósito de explorar o restaurante que antecedeu a estalagem. No decorrer da década de setenta, o rumo direccionou-se para a hotelaria e foi assim que se começou a desenhar aquela que é hoje uma importante referência no sector. De toda a oferta disponível e dada a temática do artigo, destacamos as actividade náuticas que podem ser experimentadas com apoio do hotel. Atreva-se a solicitar um caiaque e pelas águas tranquilas da lagoa deixe-se envolver no ambiente único proporcionado pela biodiversidade...

domingo, 22 de outubro de 2017

Moutinho Oculista

Os relatos históricos, relativos ao Porto dos anos cinquenta, do século passado, indicam-nos uma cidade a fervilhar vida, devidamente comprovados, por exemplo, através das magníficas fotografias alusivas àquela época com que, por vezes, nos vamos deparando. Quem tem a possibilidade de ainda contactar com pessoas que tiveram o privilégio de viver aquela década percebe, nas simples conversas, o quanto aqueles tempos marcaram e se tornaram inesquecíveis. O Porto de então era desperto perante os vários quadrantes da vida social e do forte espírito empreendedor que caracterizava e ainda caracteriza a Invicta nasceu, decorria, precisamente, o dia 8 de Maio, de 1957, a António Moutinho & Ca. Lda.


"Republicitar" a Moutinho Oculista

A fantástica publicidade antiga da marca, "acima republicitada" por nós, deixa entender que à denominação social foi acrescentada a marca comercial Moutinho Oculista e, ao longo do tempo, este nome acabou por entrar na memória colectiva dos portugueses. O comércio de artigos de óptica, instrumentos de precisão e cirurgia e material de laboratório foram as áreas de actividade em que a empresa inicialmente se movimentou e se consolidou, de tal modo que chega aos dias de hoje com a bonita idade de 60 anos. Parabéns! A identidade corporativa e a sua denominação actual denunciam o acompanhamento que a marca fez à evolução da área de negócio em que se movimenta. A loja na antiga Rua de Santo António; actual Rua 31 de Janeiro ainda existe, mas agora faz parte de uma rede de lojas de óptica com outros espaços incorporados, no Porto e em Lisboa. É para nós muito bom imaginar o que foi um Porto realmente vintage, com as ruas pejadas de senhoras com óculos de sol cat eye, como deixa supor o anúncio que temos o gosto de partilhar, tal como também é bom viver o presente da cidade e percorrê-la com a luz de outono, sem nos esquecermos da devida protecção "aos olhos delicados" recomendada pela Moutinho Ópticas